Fundação BA realiza IV Encontro Regional do Algodão 2022
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Ascom Fundação BA

A Fundação BA realizou no último dia 23, em Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia, o IV Encontro Regional do Algodão 2022. Após dois anos suspensos em função da pandemia, o Encontro Regional do Algodão deste ano aconteceu simultaneamente no Complexo Bahia Farm Show e no Campo Experimental da Fundação BA.

A estrutura contou também com espaço para estandes de empresas parceiras, que fizeram exposição de seus produtos e serviços. Foram elas: Basf, FMC Agrícola, Sumitomo Chemical, Syngenta, Girassol Agrícola, Grupo NOSSA Fendt, Ihara, Bayer, SoluBio AvantiAgro e Forland, Agrosul John Deere, J&H Sementes, JCO Bioprodutos e Nitro Química.

Mais de 580 participantes, entre cotonicultores, empresas expositoras, gerente de fazendas e técnicos do setor, marcaram presença no maior evento de algodão do Nordeste, que este ano contou com ‘Momento Campo’ e ‘Momento Plenária’.

Momento Campo: Na estação 01 ocorreu a palestra sobre a Dinâmica Populacional de Pragas no Oeste da Bahia, ministrada por Dr. Carlos Freitas, pesquisador da Fundação BA e pelo Engº Agrº Daniel Santos Freire da FMC. Na estação 02 os participantes puderam ver in loco nos estandes plantados as variedades de algodão desenvolvidas pelas Empresas Obtentoras voltadas para as lavouras da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí.

Momento Plenária: No auditório montado no Complexo Bahia Farm Show, após a abertura Oficial comandada por Ademar Marçal, presidente da Fundação BA, ocorreram as plenárias ‘Desafio Empresariais’ com a palestra ‘Alto Custo de Produção X Incertezas de Mercado’, ministrada por André Pessoa, sócio diretor da Agroconsult e a plenária ‘Desafios Técnicos’, tendo como mediadora a agrônoma/produtora e vice-presidente da Fundação BA, Zirlene Pinheiro.

Segundo Ademar Marçal, o Encontro Regional do Algodão é um evento que oferta tecnologias diferentes a cada ano. Na edição de 2022, por estarmos passando por um momento difícil, procuramos analisar o mercado no curto e médio prazo. Sabemos da importância da cultura do algodão não só para o Brasil e para o Oeste da Bahia, mas para o Matopiba como um todo, e hoje nós estamos trazendo aos participantes tecnologias interessantes que irão contribuir com os produtores rurais da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí.

“Aproveito para agradecer a parceria com as associações voltadas para o agro, a exemplo da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entidades que, através da Fundação Bahia, têm desenvolvido pesquisas nos mais variados segmentos das principais culturas plantadas na região”, disse Ademar Marçal, reforçando o agradecimento aos expositores do evento, fundamentais no apoio à pesquisa, ao agronegócio e a economia do Oeste da Bahia.

Com o auditório repleto, o diretor-sócio da Agroconsult, André Pessoa mostrou através de números, a perspectiva de mercado das três principais culturas cultivadas na região (soja, milho e algodão) relativo as safras 2022/23 e 2023/24. Quanto a safra 2022/23, André Pessoa disse que a preocupação é um pouco menor, em função de boa parte dos insumos já foram adquiridos e uma significativa parte da comercialização já foi realizada. “A safra 2022/23 caminha apenas para a parte operacional, com plantio, condução das lavouras, colheita e beneficiamento do que já foi comercializado. É lógico que a elevação dos custos de produção que ocorreu, principalmente em relação aos insumos, as margens para essa safra serão menores e não repetirão os desempenhos de anos passados. A perspectiva da desaceleração da economia global, puxada pelo aumento da inflação das principais economias mundiais e a subida das taxas de juros, fez com que os preços das commodities caíssem de forma expressiva”, ressaltou o consultor.

Ele lembrou ainda que a safra 2022/23 poderá também sofrer mudança na área plantada com algodão, muito em relação dos preços praticados nas culturas de soja e milho. “O algodão é uma cultura com um custo de produção bastante elevado em consequência os riscos também são maiores, e isso pode fazer com que alguns produtores resolvam diminuir suas áreas e diversificar suas produções”.

Quanto a safra 2023/24, o consultor acredita que apesar dos preços da commoditie algodão sejam mais baixos, a redução do custo de produção, que também devem ocorrer, tendem a equilibrar essa balança, e a área de plantio deva voltar ao seu patamar e a rentabilidade da cultura mantida.

Jornal Nova Fronteira