Estudantes secundaristas de Barreiras defendem acessibilidade e segurança em escola
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Estudantes Secundaristas do Colégio Estadual Antônio Geraldo em Barreiras, Oeste da Bahia, não se acomodaram diante da construção de um muro que obstrui um dos corredores de acesso às salas de aula do colégio.

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Por Ubiracy Lima

Estudantes Secundaristas do Colégio Estadual Antônio Geraldo em Barreiras, Oeste da Bahia, não se acomodaram diante da construção de um muro que obstrui um dos corredores de acesso às salas de aula do colégio. Desde o última dia 15, quando iniciaram as aulas, todos os dias foram de manifestações e protestos em frente ao muro, que os próprios estudantes já intitularam de ‘muro da inutilidade’ numa alusão de que o mesmo não possui função alguma: nem educativa, nem social, apenas serve para impor barreiras à acessibilidade.

Questionam também a vulnerabilidade a um possível acidente a que ficaram submetidos, visto que seis salas de aulas ficaram apenas com uma via de acesso e sem nenhuma saída de segurança e como bem informou um bombeiro civil que visitou a escola, qualquer acidente tipo incêndio ou curto circuito no local ‘todos viram churrasquinho’.

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No dia de ontem, 23, os alunos após vários protestos realizaram em frente ao muro velório simbólico da ‘Acessibilidade’. Como não foi feita até o momento nenhuma tentativa de diálogo por parte da direção do colégio nem do Núcleo Regional de Educação – NRE 11, o caso já foi comunicado ao Ministério Público Estadual e ao Subgrupamento de Corpo de Bombeiros de Barreiras.

A comunidade estudantil e toda sociedade de Barreiras espera que o tanto o MPE como o Corpo de Bombeiros façam valer seu poder fiscalizador e se utilizem dos mecanismos legais para garantir a acessibilidade e a segurança na escola pública. É o mínimo que podemos esperar de quem tem o dever de zelar e proteger a sociedade das mazelas provocadas por quem não cuida a contento dos interesses públicos e coletivos.

Jornal Nova Fronteira