Workshop debate o melhor manejo do bicudo do algodoeiro na Bahia

Publicada em 09/02/2024 às 10:55

Ascom Abapa

Para ampliar a troca de conhecimento sobre uma das pragas que mais prejudicam a produtividade e a qualidade da fibra do algodão, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveu na manhã desta quarta-feira, 07, o I Workshop Bicudo do Algodoeiro na Bahia. O encontro reuniu cerca de 120 participantes, dentre cotonicultores, consultores, agrônomos, técnicos e gerentes das fazendas, que conferiram os resultados de monitoramento e de pesquisas, de manejo e boas práticas.

Ao abrir as atividades do evento, o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, destacou a contribuição das ações fitossanitárias dentro e fora das lavouras para o aumento de produtividade e qualidade da cotonicultura na Bahia. “Precisamos continuar sempre vigilantes quando falamos de combate ao bicudo, e para continuar fazendo isso com sucesso, precisamos estar unidos, trocando informações, encontrando soluções e nos preocupando o que está acontecendo dentro e fora das lavouras”, disse.

Na primeira palestra do Workshop, o pesquisador da Embrapa Fabiano Perina, e o coordenador do programa fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, explanaram sobre a situação do bicudo durante o período do vazio sanitário. Os resultados de pesquisas para o controle da praga foram tema do pesquisador da Embrapa, Dr. Ednilson Miranda, e a demonstração do manejo e boas práticas aplicadas ao bicudo, foram apresentados pelos gerentes das fazendas, Robson Silva (Grupo Mizote) e Rafael Zacharias (Fazenda São Francisco).

As questões climáticas, diante do fenômeno El Nino, que impacta diretamente na produtividade da lavoura, e na incidência das pragas nas lavouras deram o tom da palestra do pesquisador do INMET, Dr. Francisco de Assiz. “O El Niño deve terminar entre março e abril deste ano, ainda com condições de chuvas intensas no resto do verão. Já a La Niña chega a partir do meio do ano com massa de ar frio em junho, o pode trazer um final de ano chuvoso”, enfatizou.

Realizado pela Abapa, o Workshop recebeu o apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Embrapa, Fundação BA e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Abapa em Ação – Durante o Workshop, a atuação da equipe do Programa Fitossanitário da Abapa, que trabalha rotineiramente nas regiões Oeste e Sudoeste da Bahia, foi destacada diante dos resultados positivos obtidos no controle da praga. Por meio da campanha “Um time de fibra contra o bicudo”, a Abapa tem promovido estratégias com medidas de combate ao bicudo, como apoiar a destruição de plantas voluntárias às margens das rodovias e nas algodoeiras e instalação de armadilhas em locais estratégicos.

De acordo com o gerente do programa Antônio Carlos Araújo, 509 armadilhas foram instaladas durante o período de vazio sanitário nas principais linhas de produção, sendo 461 destas distribuídas no Oeste e 48 no Sudoeste. “A instalação aconteceu 60 dias antes da semeadura, com onze leituras semanais e georreferenciamento entre 150 a 300 metros e monitoramento pela plataforma Monitora Oeste, trabalho que garante identificar a melhor estratégia para destruir o bicudo no campo”, explicou.

Também fazem parte do protocolo de medidas para a prevenção ao bicudo, o combate de focos no talhão, monitoramento dos botões florais atacados, adoção de níveis de controle para manejo do bicudo e outras pragas.

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