Policiais civis paralisam as atividades por 24 horas nesta sexta-feira

Publicada em 01/12/2016 às 10:52

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Por Jaqueline Barreto

Todas as categorias da Polícia Civil do Estado da Bahia e o Departamento de Polícia Técnica (DPT)  irão paralisar as atividades por 24horas, nesta sexta-feira, 02, conforme deliberação da Assembleia Unificada que ocorreu na semana passada, 25, na Faculdade Visconde de Cairu. Delegados, investigadores, escrivães, peritos criminais, peritos técnicos, médicos legistas e odontos, a partir das 9h, vão realizar um ato público em frente ao Centro de Operação e Inteligência (COIN), próximo à Secretaria de Segurança Pública, localizado no CAB, onde será feito um protesto em repúdio à precariedade e falta de estrutura das unidades policiais e em defesa do Anteprojeto de Reestruturação Salarial das Carreiras já entregue a SAEB. Os serviços essenciais serão mantidos de acordo com o percentual exigido por Lei.

O Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, destaca que 90% das delegacias do Estado estão inadequadas, com condições de extrema precariedade e diversas delegacias foram instaladas em casas residenciais. Como exemplo, o sindicalista citou a 3ºDP do Bonfim, 7º DP do Rio Vermelho, 16º DP da Pituba, 14º DP da Barra e outras delegacias no interior baiano. Maurício esclarece que o objetivo da paralisação é chamar atenção da sociedade e do Governo em relação à situação da Polícia Civil “que está falida” e passando por muitas necessidades. “A Secretaria de Segurança Pública investiu R$ 260 milhões na construção do COIN e, enquanto isso, as delegacias estão totalmente abandonadas”, criticou Maurício.

O Presidente da Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (ADPEB), Fábio Lordello, enfatiza que na tabela salarial, a nível nacional, a Polícia Civil baiana possui a pior remuneração do Brasil. Lordelo explica que a partir de sábado, 03, a categoria irá trabalhar sob o regime de Operação Padrão, ou seja, a categoria só vai executar as atividades que estiverem com todas as condições de trabalho exigidas por Lei. “Se não tivermos os equipamentos adequados para fazermos as perícias e as investigações, não iremos fazer! O objetivo da Operação Padrão é agir com a legalidade”, pontuou o delegado Fábio Lordello.

O Presidente da Associação dos Investigadores (ASSIPOC), Ary Alves, lembra que a paralisação será feita por todas as categorias com o intuito de pressionar o Governo para que o Anteprojeto de Reestruturação Salarial da Polícia Civil e Polícia Técnica seja sancionado pela Assembleia Legislativa. “Reivindicamos a valorização profissional, melhores condições de trabalho, a nomeação dos concursados de 2013, 2014 e os remanescentes de 1997, para podermos prestar um bom serviço à sociedade, Hoje temos policiais que precisam fazer bicos para complementar a renda”, criticou a liderança.

O Presidente da Associação dos Escrivães (AEPEB), Luiz Carlos, ressalta que a Assembleia é soberana e os escrivães vão seguir a deliberação de paralisação. “Estamos lutando por uma demanda comum para todos”, garantiu.

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