“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”

Publicada em 01/12/2014 às 07:33

luz

Por Renilson Freitas

Como você acordou hoje pela manhã? O que estava sentindo ao abrir os olhos? O que está sentindo agora? Sente sua respiração? Conhecer (reconhecer) os próprios sentimentos é indispensável para o autoconhecimento. Particularmente, encaro essa tarefa como um estado de busca, um caminho a ser percorrido até o nosso (re)encontro com nossa verdadeira essência, com o “Eu Sou”, com o divino, enfim, nosso retorno à origem.

Embora longa, a jornada é necessária, pelo menos para aqueles que buscam “a verdade”, que não se contentam com o estilo de vida no qual estamos mergulhados. Quem sou? De onde venho? Qual meu papel nesse planeta? São perguntas que ressoam nas mentes daqueles que que sentem que esta vida, como nos foi vendida, é uma ilusão. Não há nada de errado em concentrar a vida em estudar para ter um bom emprego, satisfazer os desejos materiais e aguardar a morte, até por que este também é um caminho. Para aqueles que buscam algo mais metafísico, a porta está aberta e caminho nos leva para dentro.

O Ego muitas vezes nos diz frases como: Eu me conheço! Eu sou assim mesmo, não vou mudar nunca! Desconfie das certezas absolutas, dos pensamentos taxativos e inflexíveis. Para iniciar o caminho da verdade interior é preciso, muitas vezes, desligar-se de todo conhecimento prévio, daquilo que já se conhece, e se predispor a trilhar estradas desconhecidas, obscuras, e até mesmo traiçoeiras. Afinal de contas, como preencher um copo que já está cheio?

Nos atendimentos que faço é muito comum os clientes não identificarem os sentimentos. Não conhecem os motivos de um choro ou não reconhecem (aceitam) a raiva, por exemplo. Mas qual o porquê desse distanciamento com o próprio “Eu”? É comum não encararmos nossos sentimentos por fuga, por medo do que vamos encontrar ou por não querer sentir dor. Isso aprisiona a energia vital, e para resgatá-la precisamos encarar os sentimentos e trabalhar as memórias e/ou crenças que dificultam a conexão com nós mesmos.

Como se conhecer? Observando. Percebendo o que ativa os sentimentos. O que te faz sentir raiva? O que te faz feliz? O que te deixa triste? O que te deixa calmo? O que você ama fazer? E aí vale uma observação. Geralmente os aspectos negativos serão percebidos num agente externo, ou seja, a ação de alguém acionará o sentimento, mas o que está sendo enxergado está dentro, não fora. A meditação é outra prática fundamental para o desenvolvimento da autopercepção. Na prática meditativa nós temos a oportunidade de estarmos com nós mesmo, sentimos a nossa respiração e o movimento do ar em nosso corpo. Esse olhar pra dentro que irá proporcionar a diminuição da atividade mental e a expansão do nosso campo vibracional.

Aos poucos vamos reconfigurando nossas crenças, apagando as memórias que não nos servem mais. Nossa conexão com as energias da natureza será maior. Olharemos com mais respeito e admiração para os nossos pares, pois esses serão vistos como seres divinos. O “milagre” residirá no fato de não culparmos mais o outro ou a Deus pelas nossas frustações, pelos nossos descontentamentos. Perceberemos que nós, e mais ninguém, somos responsáveis por tudo de bom e de ruim que cruzou nosso caminho. Estaremos preenchidos de nós mesmos e as falhas do outro não nos incomodarão mais, pois não nos identificaremos mais com elas, apenas compartilharemos o divino.  O autoconhecimento nos conduz a inexorável realidade de que o divino está em nós. Quando afastarmos as sombras, só restará luz.

Amor e luz!

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