CARNAVAL: Cuidado redobrado com DST´s/Aids

Publicada em 27/02/2017 às 12:00

Por Tiago Lira – ascomjosebarbosa@gmail.com

Carnaval, viagens, aglomerados de gente, objetos pessoais compartilhados e uso de banheiros coletivos, tudo muito propício para pegar uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

Essas doenças não necessariamente são adquiridas somente através de relações sexuais, então é preciso cuidado. “Não é necessário apenas o contato sexual para adquirir essas doenças, é preciso ter também cuidado em relação aos banheiros. O herpes, por exemplo, pode ser passado pelo vaso sanitário”, explica o médico José Barbosa.

Para evitar a contaminação é preciso ter cuidados simples como não compartilhar objetos pessoais, a exemplo de toalhas e peças íntimas. “Muita gente vem de fora para dormir na casa de colegas e aí esquece a toalha. Essas doenças passam assim, o HPV possui mais de cem tipos de vírus”, alerta Dr. José Barbosa.
O cuidado com essas doenças é fundamental, pois, segundo o médico, muito se fala na atenção à Aids porque ela não tem cura, entretanto, várias outras DST’s também não têm. “Quando a gente fala em DST a maioria das pessoas se remetem à Aids e acabam se esquecendo das outras. A Aids, é óbvio, não tem cura, porém, o HPV não tem cura, a herpes e várias outras também não”, relata o médico, que ainda alerta “os índices de incidência dessas doenças crescem a cada ano em Barreiras”.

DÚVIDAS FREQUENTES SOBRE AS DST´s (Fonte: www.aids.gov.br):

As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração?
O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco – algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.

Toda ferida ou corrimento genital é uma DST?
Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde.

É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina.

Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids?
Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUU).

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