Oeste: Empresários da agropecuária são alvos de operação da Polícia

Publicada em 25/08/2016 às 13:53

Fonte Bahia Notícias | Getulhão era o principal articulador do grupo | Foto TV Web Barreiras

Fonte Bahia Notícias | Getulhão era o principal articulador do grupo | Foto TV Web Barreiras

 

 

 

Empresários do ramo agropecuário são os principais alvos da operação “Oeste Legal”, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 25, no Oeste baiano para desarticular um grupo que pratica grilagem de terras.

De acordo com a Civil, um dos investigados é Vicente Toyoko Okamoto, proprietário da Algodoeira Goeire e Assaimenka Indústria de Alimentos Ltda. Okamoto, segundo a polícia, veio do sul do país para grilar terras no oeste, usando poderio econômico para fraudar e burlar o que fosse necessário. A polícia ainda informou que, mesmo sendo desarticulado o ato criminoso pelo Ministério Público, a grilagem de terras na região continuou ocorrendo.

O empresário Nelson José Vigolo, da Bom Jesus Agropecuária, também é um dos investigados. Em nota, foi informado que o empresário continuou com o esquema de grilagem após Okamoto deixar o grupo. No Mato Grosso, Vigolo é conhecido como um dos maiores grupos grileiros, fazendo negócios com as terras griladas, dando golpes no sistema financeiro federal, nos estados e no exterior.

O grande articulador do grupo, segundo a PF, é Getúlio Vargas da Fonseca, conhecido como Getulhão. Ele utiliza da força, pistolagem, invadindo e intimidando pessoas, até mandando matar que se intervém contra a organização criminosa e negocia as terras de grilagem a terceiros. Ele já foi preso no Piauí, durante a Operação Mercadores. O filho de Getulhão, Getúlio Vargas da Fonseca Filho, também está envolvido nos casos de grilagem, por usar várias empresas, ocultar valores arrecadados em transações bancárias e financeiras oriundas das terras adquiridas com as fraudes, fazendo fortuna com o golpe. Outro envolvido no esquema é o secretário do Meio Ambiente de Formosa do Rio Preto, Mario Eduardo Mignot, por utilizar o cargo para facilitar as atividades do grupo, despachando decisões administrativas.

O capitão Getúlio Cardoso Reis, também é alvo da operação por atuar junto a advogados e usar amizades políticas para tentar legalizar as falsas ações no TJ-BA. O último membro do grupo é Luis Rosa Filho, conhecido como Lulinha, especialista em falsificar escrituras públicas de terras para o grupo criminoso.

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