Comerciante acusa PM de agressão durante ação no Conjunto Habitacional Boa Sorte

Publicada em 26/09/2019 às 16:08

Da redação JornalNF

A comerciante Ivanete Maria Maximina da Silva, proprietária do Bar da Nete, localizado no Conjunto Habitacional Boa Sorte, município de Barreiras, acusa policiais militares de terem a agredido durante abordagem em seu estabelecimento, fato ocorrido por volta das 20h40 do último domingo, 22.

Segundo a denunciante, os policiais estiveram em seu bar por conta de denúncia de uma vizinha que reclamava do som ambiente e teriam já chegado no bar proferindo agressões verbais. “Tenho testemunhas que o som não estava alto antes da chegada da PM o proprietário do carro já havia desligado o som”, disse Ivanete, relatando que os policiais chegaram e a chamaram de piranha e vagabunda.

Revoltada com os palavrões Ivanete teriam retrucado que não era aquilo que eles estavam dizendo, mas sim uma dona de bar que ganha seu dinheiro honestamente. “Quando eu disse que entraria na justiça contra eles por calúnia e difamação, os policiais entraram bruscamente no interior do meu comércio e começaram a me espancar, deixando vários hematomas pelo corpo, inclusive com o olho esquerdo roxo”, desabafa Ivanete.

“Como se não bastasse”, continuou a denunciante, “eles me algemaram e literalmente me jogaram na caçamba da viatura e antes de me conduzirem até a delegacia de polícia me ameaçaram de morte”, ressaltou a comerciante.

A proprietária do Bar da Nete esteve na redação do Jornal Nova Fronteira acompanhada de uma menor que teria filmado a agressão, dizendo que os policiais tomaram o celular da jovem, arrancaram o cartão de memória e apagaram todo o conteúdo, além de jogar o celular no chão e pisar em cima. Fato confirmado pela menor. “Além da menor, outras seis pessoas acabaram sendo agredidas e intimidadas pelos policiais. Inclusive um cliente que estava dentro do bar acabou levando dois socos na boca ao tentar impedir que os policiais me agredissem”, desabafou Ivanete.

A comerciante afirma que procurará os meios legais para que esses policiais sejam devidamente punidos e afastados do seio da sociedade.

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