Cratera de 2 km aumenta na BR 020 e obras de reparo são embargadas pelo Ibama

Publicada em 12/11/2015 às 08:02

cratera

Fonte g1/BA | Foto reprodução TV Oeste

Uma cratera aberta perto do acostamento da BR 020, no município de Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia, aumentou de tamanho e segue sem previsão de quando será reparada. As obras de contenção deveriam ter começado na segunda-feira, 09, mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que foram embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A cratera tem dois quilômetros de extensão e oito metros de profundidade.

O problema começou há dois anos e meio. Por conta das obras de duplicação de um trecho de oito quilômetros da BR 242, um canal de escoamento de água foi aberto na rodovia seguinte (BR 020), para evitar que a chuva atrapalhasse as obras. A água da chuva deveria ser despejada no rio de Pedras, mas a ação da chuva e do sol corroeu todo o buraco e levou a terra para o rio, que está com bancos de areia e nível baixo.

Segundo o Ibama, a obra de contenção na BR 020 foi embargada por causa de danos ambientais ao rio de Pedras. A empresa responsavel por este serviço foi multada e terá que fazer um projeto de reparo ambiental. A nova empresa que assumirá as obras terá que pedir autorização ambiental para retomar os trabalhos.

Todos os dias, caminhões pesados, carregados com milho e aldogão, passam pela rodovia e os motoristas ficam preocupados com os riscos de erosão. Os moradores da região acabam usando uma ponte improvisada para atravessar a cratera.

Uma comissão da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães e um engenheiro da empresa responsável pelas obras de contenção da BR 020 estiveram no local. “Existe um embargo do Ibama para as obras emergenciais, que é essa contenção provisória da erosão. [Falta] Uma concordância do Ibama para que a gente comece. E a outra é um problema climático. O bom senso manda que se espere passar as chuvas, e em abril, recomece a obra e o prazo é de quatro meses para conclusão”, disse o engenheiro Ednilton Peres.

Os produtores rurais da região também se preocupam com o risco de erosão da rodovia e temem os efeitos no escoamento da produção. “Nós não temos outro acesso viável porque estamos nas proximidades do rio. Mas se a BR cair, como nós estamos percebendo que vai cair, com uma pequena chuva de 100 milímetros vai desabar. Vamos ficar isolados e com um enorme prejuízo para o meio-ambiente porque o pessoal vai querer passar e vai passar por dentro do rio”, critica Aristeu Fernando Pellenz, presidente do sindicato rural de Luís Eduardo Magalhães.

1 Comentário

  1. André disse:

    Sr. Prefeito de Luis Eduardo Magalhães, poderia apresentar a população o projeto de reparação do dano ambiental encaminhado ao IBAMA e informar quando isso ocorreu?

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