Professores de São Desidério participam de curso de cultivo de mudas de Buriti

Publicada em 07/05/2017 às 07:25

Texto Ana Lúcia Souza | Fotos: Ana Lúcia Souza/Arquivo Escola Maria Francisca

Foi realizado de 02 a 04 de maio, um treinamento sobre o Cultivo do Buriti, na Escola Municipal Maria Francisca da Silva, na localidade de Pontezinha, a cerca de 97 km da sede de São Desidério, uma ação do Projeto Despertar, programa voltado à Educação Ambiental. A capacitação é uma promoção da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Educação (Seduc), em parceria com a parceria da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), de Agricultura (Seagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), juntamente com a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), e os Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.

Com a participação de 15 professores, a capacitação teve duração de 24 horas/aula, e teve como objetivo subsidiar a escola que já desenvolve, desde 2016, o projeto “Extrativismo Sustentável do Buriti”, com a realização de uma feira que culmina as ações da escola, através da exposição dos produtos derivados do buriti, dentre eles, artesanato e culinária.

“Achamos importante esse treinamento porque de certa forma ele agrega aos conhecimentos das pessoas da comunidade, pois muitas sobrevivem da renda do buriti”, destacou a coordenadora do Despertar, Sandreane Mattos. “Os participantes aprenderam sobre a cultura do buriti e a coleta de frutos de forma sustentável, e eles multiplicarão esses ensinamentos para os nossos alunos e consequentemente para os pais”, ressaltou a coordenadora da escola, Jaqueline da Silva.

O curso foi ministrado pelo engenheiro agrônomo, Osmar Carmo que também é instrutor e consultor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Luís Eduardo Magalhães. “Esse treinamento visa formar o profissional rural e capacitá-lo para gerar renda. Percebo que eles conhecem a cultura, mas têm dificuldades na germinação. Como se trata de uma planta nativa, precisa de métodos para quebrar a dormência”, explicou o engenheiro que ainda alerta para a responsabilidade ambiental. “O buriti é uma planta, que se queimada ou cortada, não rebrota. Além da importância econômica, ela ajuda a preservar as nascentes”, completou.

Sobre as mudas – Osmar reforça sobre a aula prática em que foram produzidas as mudas. “Fizemos a coleta do fruto, selecionamos os melhores que foram descascados, despolpados e retirados a bucha, ficando só a semente, que foi lavada em água clorada, permanecendo por 20 a 30 minutos. Esse processo ajuda a quebrar a dormência e a infecção por fungos. Posteriormente a isso, foram feitas mudas que estarão prontas de 90 a 120 dias para germinar”, disse.

Ação concreta – Como ação concreta do programa Despertar, a escola produzirá um viveiro para onde serão destinados as 125 mudas que a comunidade já cultivou inicialmente. A professora Ivaneide Batista dos Anjos, conta que o projeto sustentável a incentivou. “Cultivo o buriti desde o ano passado, quando passamos a desenvolver o projeto da escola. O buriti está cada vez mais degradado. Aprendi muito com o curso e as mudas que estão sendo cultivadas lá em casa, aos meus cuidados, serão trazidas aqui para o viveiro da escola”.

O curso foi encerrado com a medição da área localizada ao fundo da escola, destinada às instalações do viveiro. Os professores participarão de uma Formação Municipal e Seminário de Pedagogia por projetos do Programa Despertar, evento previsto para acontecer na sede do município nos dias 15 e 16 de maio.

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