Novas lideranças surgem na política em Angical

Publicada em 28/06/2020 às 11:23

Há algum tempo as instituições políticas brasileiras vêm perdendo crédito frente à população. Antes do início das operação de combate a corrupção, 52% da população dizia não confiar em partidos políticos. Atualmente, já são 69% da população, segundo pesquisa DATAFOLHA.

Desde então, vivemos um declínio na relação de confiança entre a sociedade e os políticos, processo no qual se começa a depositar esperança em figuras que não pertençam à classe política, para justamente poder transformá-la. Nesse contexto surge em Angical, cidade mãe, com forte tendência no setor agropecuário e com uma cultura riquíssima, na região oeste da Bahia, novas lideranças políticas, a exemplo de Dr. Thales Rodrigues e Juliano da Cruz, que apesar da recente entrada na politica já causam um certo alvoroço na localidade.

Desde a Constituição de 1988, municípios vêm ganhando cada vez mais autonomia. Foi quando eles receberam o status de ente federativo e adquiriram especial importância por estarem próximos da população, assumindo um papel central na formulação e execução de políticas públicas e impactando diretamente a qualidade de vida de seus munícipes. O Brasil possui 5570 municípios e 70% deles são pequenos, isto é, com até 20 mil habitantes, caso específico da maioria da cidades da região oeste da Bahia, a exemplo de Angical.

Dr Thales Rodrigues, médico recém formado pela Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), chegou ao pequeno município no intuito de prestar apoio a população carente na área da saúde, como forma de gratidão pela região te-lo proporcionado a realização de um sonho que era torna-se médico, projeto já realizado por Juliano da cruz, só que na área jurídica, ele que trabalha como relações públicas em um escritório de advocacia atuante da região, formado em Direito e em Ciências Sociais, tornou-se elo entre a população carente e o escritório, qual presta serviços na área previdenciária, regularização rural, cível e família. Ambos com bagagem e carisma de sobra, circulam com desenvoltura nas comunidades rurais na cidade bem como no zona urbana, e através de um processo quase que automático, surgiram no cenário político local.

Além das questões gerenciais nos municípios, é importante pensar no papel dos pequenos municípios, que têm baixa capacidade administrativa, baixa arrecadação, forte dependência de transferências estaduais e federais, mas que são a maioria no país, também para a mudança do processo político. Quais não cabem mais a velha politica, qual os candidatos muitos sem instrução alguma e com pouquíssima capacidade de gestão, dominam as cidades à décadas, levando as vezes o município ao caos.

Nas últimas semanas, tem se intensificado os trabalhos de articulação, onde a aproximação dos pré-candidatos a prefeito Nado do PT, e Marquinhos Cardoso do PL, e com alguns correligionários ex-aliados do atual prefeito Gilsão, com Juliano da Cruz, sob a ausculta de Dr Thales, por pouco não rendeu numa aliança que poderia desbancar o favorito ao pleito no momento, o pré-candidato a prefeito Mezo, Segundo colocado nas eleições passadas. momento qual o atual prefeito, que até então não se cogitava candidatura a reeleição, em um atitude incógnita, lançou candidatura a reeleição.

Para uma gestão municipal eficiente, um dos obstáculos é a manutenção da chamada velha política, onde predominam práticas coronelistas e uma política personificada em figuras. Ao mesmo tempo, quem ocupa cargos na esfera federal e estadual e detém poder orçamentário, o que pode influenciar diretamente as eleições municipais. Esse é um apoio que o governo precisa para se manter e governar quando acontecem as eleições parlamentares, que definem os senadores, deputados federais e estaduais. Algo que influencia e muito nas alianças e disputas municipais.

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