Nasceu a Cooperação Cercatlântica!

Publicada em 20/03/2017 às 09:41

Por Durval Nunes

No dia 11 de março último, deixei a tranquilidade do Rancho do Pai Aquino e fui a Vitória da Conquista acompanhar o nascimento da comunidade ambientalista CERCATLÂNTICA. Idealizada pela Doutora Tânia Barros, seu esposo Dr. Fred Souza Barros, do Instituto Águas Nascentes, de Camacã (sul da BA) e Deusdete Santiago, da Fundação Mundo Lindo, de  Barreiras, a nova entidade visa congregar sob um mesmo fórum, os Biomas: Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, dentro do aforismo de que “da união nasce a força” e considerando que os problemas que afetam o ambiente são comuns a todos os territórios, a todas as comunidades e a todos os biomas.

O evento teve lugar no Centro Cultural Camilo de Jesus Lima, onde estiveram presentes, além das entidades citadas, representantes da Fundação Casa dos Carneiros, Grupo Ambiental de Iguaí, Núcleo de Permacultura do Bem, Instituto Mata de Cipó, Rede de Cooperativas Vale do Rio Gavião, Cooperativa  de Trabalho da Região Sudoeste da Bahia, Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia, Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar da Serra do Ramalho, além de funcionários do Inema, do Instituto Chico Mendes, da Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado da Bahia, do Território de Identidade do Sudoeste Baiano e muitas outras pessoas identificadas com a sustentabilidade do planeta.

A Cooperação Cercatlântica irá lançar uma cartilha sobre a problemática ambiental dos três Biomas, para ser divulgada na rede de ensino fundamental e na imprensa, na esperança de conscientizar as comunidades e os governos. Muitos participantes usaram da palavra enaltecendo a iniciativa e animados com a perspectiva de se ombrearem esforços para tentar prevenir mazelas e mitigar o imenso passivo ambiental que se estende pelos três biomas.

Sem nos referirmos aos problemas oestinos, de muito já conhecidos do público, uma questão maior, a revitalização dos rios Colônia e rio do Meio (Itororó), rio Salgado (Ibicaraí) e pequenos afluentes, que juntos vão formar o rio Cachoeira, que abastece a cidade de Itabuna – que, nos últimos anos está sofrendo da falta de água até para o abastecimento humano –  o rio Gongogí e seus afluentes (Iguaí) que desagua no rio de Contas, outro rio que vem da caatinga e sofre graves agressões no seu curso. E muitas outras transgressões ambientais que vêm sofrendo os Biomas Mata Atlântica e Caatinga serão o foco das ações da nova entidade.

Ficou agendada a próxima reunião para o dia 17/06/017 (sábado), na sede do Instituto Águas Nascentes, na Fazenda Santa Lúcia, no Km 578 da BR – 101, em frente à Lanchonete Jequitibá, pouco antes do distrito de São José do Panelinha, município de Camacã. Naquela oportunidade será oficializado o Estatuto Social da Cooperação Cercatlântica e determinadas as primeiras ações.

Ao final da assembleia foi plantada um muda de Chichá (Sterculia striata), representando a flora dos três biomas, trazida por este articulista, especialmente para a ocasião.

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