Abapa e Codevasf empreendem projeto pela conservação da nascente do rio Arrojado

Publicada em 23/03/2022 às 09:14

Ascom Abapa

Tão essenciais como frágeis, as nascentes dos rios são a chave para garantir o patrimônio hídrico de uma região, com tudo o que isso representa em termos ambientais, sociais e econômicos, e, em última instância, para a vida no planeta. Por isso, no Dia Mundial da Água, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) anuncia uma parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para a recuperação e conservação da nascente principal do Rio Arrojado, localizado na divisa entre os municípios de Correntina e Jaborandi. Para isto, a entidade vai utilizar as máquinas do seu programa Patrulha Mecanizada, para a execução de obras de captação e drenagem de águas da chuva e proteção da nascente, evitando também o tráfego de animais e pessoas sobre ela. As nascentes são os locais onde o lençol freático aflora sobre a superfície da terra perenemente, dando origem a um rio.

Pelo projeto, será necessária a construção de 121 bacias de captação de água da chuva, as chamadas “barraginhas”. Além disso, de sete quilômetros de obras de terraceamento, trabalhos de nivelamento, além de instalação de placas de sinalização e conscientização ambiental.

“Juntamos, nesta iniciativa, a potência de dois dos nossos programas institucionais mais importantes, o Patrulha Mecanizada e o de Conservação de Nascentes, e aliamos a isso a expertise da Codevasf, com as prefeituras municipais de Correntina e Jaborandi, para promover intervenções de engenharia civil para proteger a nascente e garantir a recarga da bacia hidrográfica”, afirma o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi. Segundo ele, o patrimônio hídrico é a grande riqueza do Oeste da Bahia. “Por isso, nós, produtores rurais, entendemos que proteger as nascentes e cursos d’água é um dever”, conclui.

O engenheiro agrônomo da 2.ª superintendência regional da Codevasf, Maurício Cardoso Nascimento, diz que a nascente, apesar de estar localizada numa área em que a vegetação está razoavelmente preservada, possui, em seu entorno, uma série de estradas vicinais. “Uma delas passa bem na cabeceira da nascente. O que nós estamos fazendo é uma adequação dessas estradas, pois, quando chove, há escoamento de água, e, ao invés de infiltrar no solo, ela vai embora. Facilitar a infiltração da água da chuva no solo é fortalecer a nascente”, considera.

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Jaborandi, Paulo Oliveira, afirma que o poder público municipal tem sido um parceiro na preservação do manancial, tendo em vista a sua importância estratégica para a economia, a cultura e a história da região. “A gente faz um controle bastante efetivo, em relação à fiscalização e monitoramento dessas áreas de APP, embora elas estejam em áreas particulares”, ressalta Oliveira.

A secretária de Meio Ambiente de Correntina, Regina Barbosa, destaca o efeito futuro destas obras para o lençol freático e a bacia hidrográfica da região. “Cuidar do meio ambiente é um trabalho árduo, mas gratificante. Os benefícios serão de longo prazo, com o armazenamento da água da chuva e a proteção da nascente contra o assoreamento. A importância disto é para todos nós”, afirmou.

Para a produtora rural Loraine Everling, a conscientização é fundamental para a preservação das nascentes. “Minha opinião e da minha família é de que precisamos, todos, manter a área de reserva protegida, como deve ser. Ao longo dos anos e com o crescimento da população do Rosário, aquele ponto passou a ser muito frequentado por pessoas que vão pescar e caçar, abrindo novas estradas muito próximas à nascente. Nosso projeto inicial era cercar toda a área. Mas a reserva é muito suscetível a queimadas, o que demanda que as equipes de combate a incêndios tenham acesso ao local”, explica.

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