Reativação da Cooperleite visa fortalecer a cadeia produtiva do leite no Vale do Rio Grande

Publicada em 03/04/2019 às 15:53

Da redação JornalNF | Fotos divulgação Cooperleite

Fundada em 2008, a Cooperleite passou um período de ostracismo e inatividade, mas a partir do ano passado, quando dois abnegados pelo desenvolvimento regional, Maurício Lélis, subcoordenador da BahiaTer em Barreiras e o Engenheiro Agrônomo Paulo Affonso Leiro Baqueiro, a cooperativa ressurgiu como mais uma entidade que busca o desenvolvimento dos pequenos produtores rurais do Vale do Rio Grande, em especial os produtores de leite.

A Cooperleite surgiu com esse foco, mas com o fechamento dos principais laticínios regionais e o endividamento de outros, muitos dos fundadores da cooperativa acabaram mudando de ramo, abandonando a atividade.

Segundo Maurício Lélis, principalmente com o fechamento dos laticíonios Lactolem em Barreiras e Vale Dourado em Itaberaba, os produtores de leite que permaneceram na atividade perceberam a necessidade de união como forma de sobrevivência. A partir daí cada município, vendo as dificuldades de seus produtores de leite e a diminuição na arrecadação municipal, acabou incentivando a formação de associações de pequenos produtores. “Com o passar dos anos várias associações foram criadas, a exemplo da Aproleite de Wanderley, Catoleite de Catolândia, Coteleite de Cotegipe, Associação dos produtores de Leite de Baianópolis e a Asprolem do Distrito de Missão do Aricobé, município de Angical. Com o crescimento em seus municípios, essas associações foram se estruturando e notando que precisavam integrar todas as associações em uma única entidade, e também visando participar do edital do Governo do Estado através do programa Bahia Produtiva, esse produtores resolveram resgatar e estruturar a Cooperleite”, disse Maurício.

Com aproximadamente 100 associados, a Cooperleite acabou sendo contemplada pelo Bahia Produtiva com recursos do Governo do Estado na ordem de R$ 3,4 milhões, que serão usados na construção de um pequeno laticínio no Distrito Industrial de Barreiras (com capacidade inicial de processamento de 5 mil litros de leite/dia), na compra de um caminhão tanque para recolher a produção no vale, além de instalação de 16 tanques resfriadores de leite neste municípios.

“O foco principal do laticínio, neste primeiro momento, é que a produção atenda as compras governamentais através do programas PAA e PNAE. Vamos produzir iogurte, bebidas lacteas, entre outros derivados do leite destinados a merenda escolar”, afirmou o subcoordenador da BahiaTer.

Na manhã de ontem, 02, na sede da Cooperleite, localizada no Parque de Exposição Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras, uma reunião contou com a presença de produtores de leite, técnicos do estado ligados ao programa Bahia Produtiva e um consultor do Sebrae que vai elaborar um plano negócios para a Cooperativa.

“Tenho certeza que hoje está nascendo um embrião de uma grande cadeia produtiva de proteína animal derivada da produção de leite. Acredito que essa matriz produtiva é a única capaz de impulsionar de uma vez por todas o desenvolvimento da região do Vale. O cerrado baiano já é uma região consolidada, com estágio elevado de desenvolvimento e referência nacional em produção de grãos e fibras. Agora chegou a vez de fortalecer nosso vale”, concluiu Maurício.

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