II Encontro de Reisado reúne grupos e ternos de reis de cidades do Território da Bacia do Rio Corrente e do norte de Minas Gerais

Publicada em 07/01/2015 às 07:25

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Por Culturas Corrente

O reisado é uma manifestação da cultura popular presente em todos os municípios do Território da Bacia do Rio Corrente. Há registros em áreas urbanas e rurais, numa mesclagem de ritmos, danças e coreografias, destacando-se a singularidade entre os diversos grupos existentes. Essa manifestação de origem portuguesa, herança do Brasil colonial, ao chegar nessa região ganhou aspectos que reforçaram o regionalismo, desde instrumentos até as vestimentas. Cada um ao seu modo mantem a tradição e proporciona às novas gerações a possibilidade de apreciar uma manifestação secular, além de reafirmar respeito e responsabilidade em valorizar esse potencial cultural que se perpetua há anos.

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O último dia 03 de janeiro foi marcado por um encontro festivo na Praça do Forro em São Félix do Coribe, onde população e visitantes, mais de 3 mil pessoas, puderam prestigiar a apresentação de diversos grupos de reis.

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O encontro organizado pela Secretária de Educação e Cultura de São Félix do Coribe através da Diretoria de Cultura do Município contou com apresentações dos seguintes grupos: Reis da Cabeceira Grande (Comunidade de Cabeceira Grande de Correntina), Reis da Providência Divina (São Félix do Coribe), Reis da União (Comunidades de Águas Claras e Vera Cruz de São Félix do Coribe), Reis de Porto Novo (Comunidade de Porto Novo de São Félix do Coribe), Reis de Sá Ana (Santa Maria da Vitoria), Reis de Santo Reis (Comunidades de Olho D’Água e Alagoinha de São Félix do Coribe), Reis de São Francisco (São Félix do Coribe), Reis de Zé de Belina (Jaborandi), Reis Guarany (Santa Maria da Vitória), Reis Os Filhos de Júlia (Comunidade do Tatu em Correntina) e também com o Terno de Reis dos Figueiredos, que existe desde 1888, Terno de Reis dos Temerosos e a Dança de Gonçalo sendo ambos do município de Januária – Minas Gerais.

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“É relativamente simples realizar um evento desse porte e pensar que numa ação dessa envergadura conseguimos dar ao reisado uma posição de destaque. É o destaque que o reisado merece pela sua importância na construção da nossa identidade cultural”, avalia Chico Mallero, folião e coordenador do evento.

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Ao final, o publico apreciou o show de Celo Costa, referência cultural e filho da região, e também a apresentação do músico Cevisa Harmonia. Ambos fecharam o evento com maestria demonstrando o valor potencial da cultura autenticamente nordestina.

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2 Comentários

  1. ELEITOR REVOLTADO disse:

    O Reisado é uma manifestação cultural fantástica, um verdadeiro espetáculo que nos mostra que a tradição e o respeito aos valores históricos e bons costumes ainda vivem. Não sou religioso mas reconheço a necessidade da religiosidade na vida de muitos, religião é uma forma de educar, é uma forma de mostrar ao jovem aquilo que é o padrão de uma pessoa correta, é mostrar aquilo que é respeito ao próximo, é mostrar que a sua liberdade acaba quando inicia a do próximo(e a desse próximo do mesmo modo para não lhe agredir moral ou fisicamente). Já dizia Maquiavel, em seu secular livro “O Príncipe”, que o homem aprende e respeita pelo amor ou pela dor, pelo amor quando é da sua natureza o respeito ao próximo, ou pela dor, quando ele sabe que haverá punição para seus atos, hoje, o Brasil e o mundo está a cada dia mais solto, deixado seus habitantes malfeitores impunes, seja pelo ditado do “aqui se faz aqui se paga”, que seria o nosso judiciário, seja pelo temor ao dia do juízo final aos pés de Deus. Hoje, no entender de diversas ONGs, o cidadão de bem passou a ser o culpado pelos pecados do mundo, e o pecador, passou a ser a vítima da sociedade em uma total inversão de valores. Por isso, parabenizo pela cobertura e sugiro que ano que vem, a divulgação ocorra antes do evento por esse respeitável jornal, quem sabe assim, as atuais gerações possam contemplar e aprender com a cultura, com a história, que é aquilo que deve ser preservado e não casebres ou ruínas.
    “Se quisermos falar do futuro daqui a 50 anos, devemos primeiro aprender a história de no mínimo 100 anos passados.”

  2. Ildo Inácio disse:

    Parabéns a Secretaria de Educação e Cultura de São Félix do Coribe, e demais organizadores por não deixar morrer os nossos costumes e tradições.

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