Tribuna Popular recebe Conselho Regional de Psicologia

Publicada em 25/04/2016 às 07:17

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Ascom CMVB

No último dia 20 a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Barreiras foi ocupada pelo Conselho Regional de Psicologia – 3ª Região, através de sua conselheira Emmila Di Paula Carvalho e a pedagoga Shirley Pimentel de Souza para falarem das questões de diversidade de gênero, tema muito debatido nos últimos dias na Casa Legislativa, em função da tramitação do Plano Municipal de Educação, que norteará as ações da educação no município, durante os próximos 10 anos.

A conselheira Emmila Carvalho fez uma abordagem da temática diversidade de gêneros a partir da perspectiva sociocultural, com análise das concepções e crenças em relação às questões de gênero, sexualidade e diversidade.

Em termos metodológicos, foram apresentados dados conceituais cientificamente abordados nos grupos acadêmicos dos profissionais da área da psicologia, bem como dos profissionais da educação, como sendo desafio a prática efetiva nos espaços educativos tanto das escolas como nas famílias.

Ao focalizar preconceitos e práticas discriminatórias em relação à diversidade de gênero, tanto no espaço escolar como das experiências vividas nas famílias e na sociedade de modo geral, a palestrante afirma que o processo histórico de inclusão social, principalmente em se tratando do gênero feminino, do negro e da criança tem sido doloroso justamente por práticas da uma formação baseadas a partir do senso comum, sem abertura para outras possibilidades de lidar com a diversidade humana.

Para ela, essa é uma forma de contribuir para exclusão com atos de escravidão, de violência, ao invés da construção de uma cultura democrática nos diferentes espaços da vida social, incluindo o espaço escolar e familiar, e diz ainda que o momento é de tentar uma ressignificação da vida especialmente no que se refere às relações de inclusão de aceitação das diferenças entre outros a fim de superar as desigualdades.

Já a pedagoga Shirley Pimentel de Souza, fez uma abordagem sobre a inclusão desta temática no Plano Municipal de Educação, partindo do pensamento no provérbio africano que diz – É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.  A pedagoga falou especificamente do ponto 3.4.41 do PME, onde diz que é preciso de uma educação para a diversidade sobre as questões de relações étnico-raciais, educação indígena, quilombola e de gênero. “A educação para a diversidade na perspectiva das discussões das relações étnico-raciais, indígena, quilombola, gênero dentre outras, se constitui em um processo que requer uma ressignificação de conceitos, concepções, e mudanças nas políticas públicas educacionais no sentido de assegurar uma escola efetivamente inclusiva e pluralista que se ensina a viver também em uma sociedade heterogênea em que todos sejam tratados com igualdade em dignidade e direito, mas que sejam respeitados e reconhecidos pelas diferenças” (PME).

E conclui dizendo que é preciso de parceria entre escola e família, as duas instituições devem andar juntas para uma formação mais humana e de igualdade de direitos e deveres.

Diante da proporção que os debates chegaram à Casa Legislativa acerca desta temática e outras, o presidente Tito mais uma vez firmou o compromisso com os colegas vereadores e a população barreirense, da realização de uma audiência pública, garantido assim um maior espaço de tempo para a discussão da temática diversidade de gênero.

Com base no Regimento Interno da Casa, o presidente orientou os colegas vereadores com um chamamento à ordem nas referências entre os colegas, se referindo ao uso da palavra em seus pronunciamentos, que seja feito com maior educação e pautado no respeito do posicionamento de cada um, nas próximas sessões, haja vista que os trabalhos da Câmara devem se nortear pelo interesse da população.

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