População se mobiliza contra demolição de escola em Barreiras

Publicada em 30/07/2015 às 18:07

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Da redação JornalNF

Inaugurada há 35 anos, no governo do ex-prefeito Otacílio Monteiro da Franca (In Memoriam), a Escola Municipal Juarez de Souza está localizada na Praça Joaquim Neto, na Vila Brasil, uma das mais populosas comunidades de Barreiras, Oeste da Bahia e atualmente abriga 216 alunos do ensino fundamental. Encravada num bairro carente de escolas, a EMJS está sob a ameaça de demolição por parte do executivo municipal, que pretende transferir os alunos para outras escolas em bairros mais distantes para que possa reformar a praça. Além da escola, o Posto de Saúde Daniel Bueno Teixeirense, que atende moradores da comunidade e que também foi construído na praça, está nos planos de demolição da Prefeitura.

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A notícia da demolição chegou até a direção da escola de forma arbitrária passada pelo diretor de comunicação do município, Adauto Soares, preposto do secretário de educação Cosme de Carvalho, informando que o prédio precisaria ser desocupado até hoje, 30, uma vez que a demolição começaria amanhã. Revoltados com a situação, direção da escola, professores, alunos e pais de alunos, comunidade em geral e vereadores municipais estiveram durante todo o dia de hoje, promovendo atos em desaprovação contra a retirada da escola do local.

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A Câmara de Vereadores de Barreiras, por intermédio de seu presidente Carlos Tito, protocolou uma representação noticiando o fato com pedido de providências ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal, uma vez que essa escola recebe recursos federais para remuneração dos professores, merenda escolar e transportes de alunos. “Comunicamos também o Conselho Municipal de Educação, bem como o Conselho Municipal de Saúde, em função de que o anúncio se estende para a demolição do Posto de Saúde do bairro”, afirmou o vereador Tito, confiando no bom sendo da administração municipal em rever essa decisão que prejudicará gravemente a continuidade do ensino dessas 216 crianças que ali estudam.

“O que está acontecendo aqui é um equívoco da atual administração. Deveríamos estar discutindo a reforma da escola e não sua demolição. Tenho certeza que a população da Vila Brasil, bem como dos bairros circunvizinhos não irão aceitar essa demolição”, endossou o presidente da Câmara, comentando que a Associação dos Moradores da Vila Brasil ingressará com uma Ação Civil Pública com pedido de Antecipação de Tutela para proibir a Prefeitura que faça qualquer ato que vise a demolição, tanto da escola como do Posto de Saúde. “Se mesmo assim a Prefeitura iniciar a demolição, os moradores não permitiram que o serviço continue”, conclui Carlos Tito.

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O líder do governo na Câmara, o vereador Eurico Queiroz Filho, mostrou desapontamento e menosprezado com a atitude deliberada da Prefeitura em anunciar a demolição a única escola da Vila Brasil. “Eu, como líder do governo na câmara, me senti menosprezado, pois tenho proposto indicações no legislativo e batalhando junto ao prefeito Antônio Henrique pela reforma da Escola e não sua demolição. Estive aqui na escola na semana passada acompanhado do Chefe de Gabinete Dourival Aquino, oportunidade em que ele pode ver in loco a necessidade de reforma para uma melhoria de uma forma geral do prédio o que facilitaria ainda mais o aprendizado dessas crianças, no entanto fomos pegos de surpresa com a notícia de que a escola será demolida”, disse revoltado o vereador Eurico, enfatizando que apesar de ser o líder do governo na Câmara, não concorda com essa atitude. “Entre o governo e o povo, fico com o povo. Acho que foi uma atitude impensada do prefeito Antônio Henrique”, finalizou o vereador, avisando que ainda hoje pretende se reunir com o executivo para tentar demovê-lo de sua decisão.

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