Podemos trilhar por outros caminhos

Publicada em 03/02/2015 às 14:03

Por Eduardo Lena

Lendo artigo opinativo do blogueiro Fernando Machado publicado em seu portal ZDA, que tem por título ‘Barreiras também pode’, e que aborda ações do prefeito de Salvador, gestor que tem alienado alguns de seus bens imóveis, considerados inservíveis para troca, como forma de azeitar os cofres da municipalidade e, consequentemente, vem retornando em benefícios da coletividade, discordo quanto aos tipos de bens postos à disposição em prováveis negociações.

ginasio

Na opinião do articulista, o Ginásio de Esporte Baltazarino Araújo Andrade, localizado na Morada Nobre, ‘não servirá aos jovens das comunidades pobres, mas sim a poucos e privilegiado, poderia ser alienado para arrecadar recursos que seriam utilizados na construção de 20 quadras poliesportivas, 20 campos de barro – com alambrado, traves e iluminação, 20 quadras tipo basquete 3×3, erguer cinco pequenos ginásios e requalificar todas as praças de esportes existentes e distribuir tudo de forma estratégica nos quatro cantos da cidade’ (sic Fernando Machado).

No meu entender, poderíamos trilhar por outros caminhos, que não seja dilapidar o patrimônio público. Um exemplo disso seria investir anualmente apenas 1% do orçamento do município, que este ano foi levado para aprovação na câmara, no montante de R$ 340 milhões. Com esse dinheiro, R$ 3,4 milhões, gastos anualmente durante os quatro anos de uma  gestão séria e que no final seriam R$ 13,4 milhões, daria para fazer não 20 quadras poliesportivas, mas 50. Daria para fazer muito mais do que 20 campos de terra – com alambrado, traves e iluminação, talvez 30, e assim por diante. Isso quando falamos em recursos públicos municipais. Poderíamos buscar obras federais se tivéssemos pessoas competentes garimpando recursos nos mais diversos ministérios em Brasília. Recursos existem, o que falta é bons projetos. O que inexiste em nossos gestores é foco, seriedade e compromisso com a cidade.

Se fossemos seguir por essa linha poderíamos pensar em vender as principais praças públicas da cidade, uma vez que quem mais as utilizam são as igrejas. Em vez de revitalizá-las, as praças estão abandonadas, sem a presença de comunas em seu espaço físico. Poderíamos ser construídos pistas para adeptos do skate ou as quadras tipo basquete 3×3, lembradas em seu artigo. Fernando, seu projeto é extremamente necessário. Precisamos oferecer essas opções para que os jovens tenham lazer e fiquem longe das drogas e violência, mas certamente podemos trilhar por outros caminhos. O que falta é foco e bons gestores.

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