Hospital do Oeste exige respeito

Publicada em 17/11/2016 às 07:18

Por Dr. José Barbosa – Médico Diretor do Corpo Clínico do HO

Quem não se lembra como era a saúde na região antes da existência do Hospital do Oeste? Pacientes encaminhados para o Hospital de Base em Brasília ou Salvador. Os que possuíam recursos viajavam de UTI aérea, porém, aos necessitados sobrava uma verdadeira peregrinação.

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A implantação do HO em 2006 acabou com esse sofrimento. Por isso, tenho honra em fazer parte da equipe que diariamente salva muitas vidas. Só para ter noção, em 10 anos de existência já foram realizados seis milhões de atendimentos e mais de 30 mil cirurgias.

Administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), uma instituição que existe há 60 anos e também gerencia outros grandes hospitais na Bahia, o HO é referência para região e outros estados. Claro que é necessário avançar mais, o hospital possui carências e precisa de maiores investimentos do estado e municípios.

Todavia, devemos fazer uma distinção entre Alta Complexidade X Atendimento Básico. O HO é um hospital de alta complexidade, isso significa que nele deveriam ser feitos somente atendimentos que exijam recursos tecnológicos avançados e competência médica multiprofissional.

Já a atenção básica é dever dos municípios. Quando um paciente com gripe ou um pequeno corte, por exemplo, não consegue atendimento na Rede Municipal sua literal salvação é ir para o HO, o que superlota o hospital. Mesmo assim, cumprimos o nosso dever social e atendemos à população.

No entanto, infelizmente, percebemos uma tentativa frustrada de denegrir os anos de história das Obras Sociais de Irmã Dulce em Barreiras. O que deixa evidente que interesses pessoais se sobrepõem a vida e ultrapassam a barreira da fantasia, tentando transformar “mocinhos” em “vilões”.

Por que nunca vimos uma matéria sobre o suporte que o hospital precisa para funcionar melhor? Ou das especialidades médicas oferecidas exclusivamente no HO? Sobre o atendimento especial na casa dos pacientes? (Algo realizado por poucos hospitais no Brasil). Sobre o atendimento fisioterápico? As vidas salvas pela UTI pediátrica? Os equipamentos médicos doados às famílias carentes… Enfim, isso é no mínimo estranho.

Amor, serviço e persistência para ajudar aos mais pobres e doentes é nossa filosofia. Tentar manchar a imagem dessa instituição, sem provas, não é somente uma falta de respeito aos nossos profissionais e sim a todos os barreirenses.

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“Obra de Deus não se interrompe, porque Ele não permite. Se foi Deus quem construiu o hospital, por que haveria de sofrer interrupção? Eu nada fiz, porque nada sou. Quem faz tudo é Deus, nunca se esqueça disso”, Irmã Dulce.

5 Comentários

  1. nyberg queiroz disse:

    sou de santana e venho aqui agradeçer a todos profissionais do HO por prestado total assistencia hà meu filho que deu entrada com TCE e foi direto pra sala vermelha e dois dias depois transferido pra UTI onde teve total atençâo dos profissionais do setor,em seguida foi transferido pra enfermaria onde teve total assistencia MEDICA,FISIOTERAPEUTA,NUTRICIONISTA e FONODIOLOGA.depois aconpanhamento com o NEUROCIRURGIÂO e BUCOMAXILO.nâo foi preciso intervençâo cirurgica e graças aos proficionais do HO o meu filho estar salvo e bem de saùde.agradeço a todos proficionais do HO. e que IRMÂ DULCE PROTEJA TODOS OS SEUS FILHO
    100%HO SEMPRE

  2. Raquel Gonçalves Borba Soares disse:

    Tenho muito orgulho de ter feito parte da equipe de enfermagem do Hospital do Oeste, entidade que muito contribuiu e ainda contribui para curar as enfermidades daqueles que procuram por atendimento médico. Sabemos das dificuldades enfrentadas por todos aqueles que procuram atendimento médico pelo SUS em todo o BRASIL ,e felizmente Barreiras possui essa renomada instituição que atende não só sua população mas as cidades e estados vizinhos, prestando um serviço de excelência a todos aqueles que necessitam. Infelizmente existem pessoas que não sabem reconhecer e dar o devido valor aos serviços prestados pela instituição, e ainda denigrem aqueles que os fazem.

  3. Angela disse:

    O HO foi um presente de Deus para p povo de Barreiras e região, com equipe médica renomadas e infermeiros profissionais. Não tenho o que reclamar das vezes em que estive com meu filho internado ou quando um familiar meu precisou do atendimento. É um tanto estranho mesmo Dr matérias sobre o trabalho que o hospital vem desenvolvendo, mas vivemos em um mundo mesquinho onde pessoas preferem destruir a imagem e a reputação de algo ou alguém, do que espalhar aos quatro cantos do mundo o bem que é feito por várias pessoas e profissionais. Lamentável.
    Equipe HO nunca desiste da luta diária de vocês, por que é assim que se vence a luta do dia a dia.

  4. Paulo Renato R. Zanetti disse:

    Muito me entristece estas declarações que por, maldade ou ignorância, acabam denegrindo a imagem do hospital que nos socorre na hora que necessitamos.
    Várias vezes tive o privilégio de ser atendido no HO, inclusive há três anos atrás tive que tirar um rim com câncer, operei na quarta feira pela manhã, na sexta seguinte tive alta, moro no terceiro andar sem elevador, fui pra casa, no domingo fui na missa e na segunda fui trabalhar.
    Dizem que no HO morre gente demais, morre mesmo, enquanto esperava no corredor em frente a recepção da emergência, vi chegarem 6 ambulâncias com idosos a beira da morte, foram lá para morrer no hospital, mais três ambulâncias do samu com acidentados praticamente mortos.
    Garanto que em todas as vezes fui muito bem atendido, e por isso faço questão de defender a instituição e todos que lá se dedicam a salvar vidas.
    Vejam o que diz o diretor, 6.000.000(seis milhões) de atendidos e mais de 30.000 cirurgias, estes números são impressionantes, só uma pessoa extremamente ignorante e maldosa não vê as maravilhas e a quantidade de vidas salvas.
    Podem ocorrer falhas sim, mas com certeza são em uma quantidades insignificante diante dos números.

  5. Nanda disse:

    Realmente estar um discaso precisa tirar os chefe que ta tá colocaram outros pq desde jeito não podem ficar .

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