Estudantes secundaristas de Barreiras defendem acessibilidade e segurança em escola

Publicada em 24/02/2016 às 09:50

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Por Ubiracy Lima

Estudantes Secundaristas do Colégio Estadual Antônio Geraldo em Barreiras, Oeste da Bahia, não se acomodaram diante da construção de um muro que obstrui um dos corredores de acesso às salas de aula do colégio. Desde o última dia 15, quando iniciaram as aulas, todos os dias foram de manifestações e protestos em frente ao muro, que os próprios estudantes já intitularam de ‘muro da inutilidade’ numa alusão de que o mesmo não possui função alguma: nem educativa, nem social, apenas serve para impor barreiras à acessibilidade.

Questionam também a vulnerabilidade a um possível acidente a que ficaram submetidos, visto que seis salas de aulas ficaram apenas com uma via de acesso e sem nenhuma saída de segurança e como bem informou um bombeiro civil que visitou a escola, qualquer acidente tipo incêndio ou curto circuito no local ‘todos viram churrasquinho’.

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No dia de ontem, 23, os alunos após vários protestos realizaram em frente ao muro velório simbólico da ‘Acessibilidade’. Como não foi feita até o momento nenhuma tentativa de diálogo por parte da direção do colégio nem do Núcleo Regional de Educação – NRE 11, o caso já foi comunicado ao Ministério Público Estadual e ao Subgrupamento de Corpo de Bombeiros de Barreiras.

A comunidade estudantil e toda sociedade de Barreiras espera que o tanto o MPE como o Corpo de Bombeiros façam valer seu poder fiscalizador e se utilizem dos mecanismos legais para garantir a acessibilidade e a segurança na escola pública. É o mínimo que podemos esperar de quem tem o dever de zelar e proteger a sociedade das mazelas provocadas por quem não cuida a contento dos interesses públicos e coletivos.

17 Comentários

  1. Luzima disse:

    Assustadora essa realidade. Até quando vamos ter que suportar o autoritarismo nas escolas públicas? Precisamos de alunos como esses que não se conformam com as arbitrariedades e promovem manifestações revelando sua indignação com o mau uso dos recursos públicos. São pessoas assim que ajudarão o Brasil a se tornar um país melhor e mais justo. Todo meu apoio a mobilização dos estudantes do CEAG.

  2. SARA disse:

    Quero aqui registrar, na qualidade de educadora, os meus sinceros parabéns aos estudantes do CEAG pela belissima manifestação,parabenizo também os educadores que APOIAM essa ideia de coragem e independência. Uma escola que estabelece barreiras a acessibilidade e não cuida da segurança de seus frequentadores é uma vergonha. Precisamos de alguem que tenha amor ao espaço público e que cuide dele como um espaço de toda a sociedade. Que saudades dos tempos da profª Isolda na Direc, certamente ela não permitiria tais desmandos.

  3. Cida Santos disse:

    A juventude organizada consegue ainda nos comover. Fiquei muito feliz por perceber que os estudantes começam a se preocupar com o outro, no caso com os deficientes. A luta pela acessibilidade é uma luta de todos nós. A atitude desses estudantes merece um prêmio. Parabéns a todos.

  4. Ariana M. Oliveira disse:

    Nós educadores e sociedade exigimos mais respeito com a escola pública, com a acessibilidade e com a segurança. Quem será responsabilizado pelas possiveis consequencias de atos como esse? Fui aluna dessa escola, hoje sou professora e me sinto envergonhada com atitudes que desrespeitam as diferenças e dificultam a acessibilidade. Que dia veremos na escola pública o velório da ignorância e do mandonismo? Também fui aluna do professor autor do texto e sinto muito orgulho por isso, ele me inspira muito nas minhas lutas. Tenho certeza que se no CEAG tivesse pelo menos 10 Profs Bira a educação publica teria outra qualidade e a sociedade ganharia muito. E o NRE11 vai esperar o 31 de fevereiro para se posicionar?

  5. Rita disse:

    Sou professora da rede pública, também foi aluna do magistério do Antonio Geraldo e fiquei muito feliz com a postura de protesto dos alunos. Esse é um sinal que estamos preparando a geração do futuro para enfrentar com coragem os problemas do setor público do nosso Brasil. Eu bem sei o que é a opressão dessa escola e a falta de oportunidade as discussões da juventude. Parabéns estudantes, só pessoas politizadas e conscientes tem coragem de enfrentar os problemas e exigir soluções. Quero agora é ver se o NRE 11 vai ter coragem de deixar um muro que impede a acessibilidade obstruindo os corredores da escola. Vamos aguardar.

  6. Ro disse:

    Sou professora, fui aluna do CEAG e fiquei muito emocionada com o movimento dos estudantes. Precisamos de vozes para defender a acessibilidade, a segurança e a democracia nas escolas públicas. Quanto ao fato de “alguém” mencionar existência de atestado médico na tentativa de diminuir o movimento, deixo-lhe a informação de que atestado médico é um direito conquistado por todo trabalhador. O que a escola pública precisa é de professores e estudantes politizados e combativos. Aguardamos, porém, a atitude do NRE 11 enquanto representante da Educação Estadual de Barreiras.

  7. Mauricio A de Oliveira disse:

    Apenas nê comovo com essa manifestação, onde a parte fraca se impõe e coloca suas reivindicações ao poder público clamando por socorro. Até quando seremos deixados de lado?

  8. Ricardo disse:

    Chocado com essa realidade. Que tipo de escola pública estamos oferecendo aos nossos alunos. Onde fica o direito de ir e vir? Kd a propaganda do governo de escola inclusiva e de todos nós? Parece que só restou aos estudantes o poder da manifestação. Parabéns aos corajosos alunos por essa atitude digna de cidadão de bem! Cuidado pois daqui a pouco podem querer calar a boca de vcs com ameaças e implantação do medo. Não desistam. Se posicionar de forma contrária é covardia. E a Direc 25 que resposta vai dá a sociedade sobre essa situação?

  9. Ana disse:

    Estão de parabéns os estudantes do Colégio Antônio Geraldo que, com muita coragem, exigem mais respeito com a acessibilidade e emprego dos recursos público. Parabenizo tb o autor do texto, que sem fazer juízo de valor, trouxe a baila a situação do colégio fortalecendo uma unidade em prol das causas estudantis e da sociedade. Aproveito o ensejo para parabenizar a equipe do Jornal Nova Fronteira, porta-voz das minorias.

  10. Lu disse:

    Parabéns aos estudantes e ao autor do texto pois a escola pública não merece esse descaso a escola é o lugar por excelencia de incentivar a luta pela acessibilidade e o respeito as diferenças. Todo cidadão deve apoiar a luta contraria a qualquer barreira imposta que dificulte ou impeça a acessibilidade. Viva o direito de ir e vir

  11. Ane disse:

    Quero parabenizar os alunos pela iniciativa e pela coragem de lutar pelos direitos que representam os interesses de toda sociedade. O texto também foi muito bem escrito e com uma clareza que não dá margem para dúvidas. precisamos lutar para retomar a qualidade que a escola pública tinha tempos atráz

  12. Matheus disse:

    Só quem estuda no ceag sabe o porque da revolta dos estudantes. Lá falta tudo professores, livros, ar condicionado, ventilador, limpeza e principalmente diálogo. Tudo lá no ceag é eu mando vc obedece. No ceag não existe não senhor só sim senhor. Aluno não tem voz por isso as manifestações e não vai parar só nessa. Parabenizo os colegas pela iniciativa de lutar pela melhoria da escola e do nosso futuro.

  13. Cleo disse:

    Texto muito interessante, meramente narrativo, sem emitir opinião ou juizo de valor. Muito gratificante saber que existem secundaristas que defendem a coisa pública dos maleficios causados por quem não se preocupa com as minorias. O mundo precisa de mais atitudes como essas. Em pleno seculo XXI construir barreiras que impedem a acessibilidade e navegar na contra mão da evolução da humanidade. Não dá para tolerar ações desse tipo. Quero só ver como o Ministério Público e o Corpo de Bombeiros irão agir. Mais ACESSIBILIDADE, Menos Muros!

  14. Danilo disse:

    É um absurdo ter com conviver com pessoas que não respeitam a acessibilidade nos prédios públicos. Se acontece tanta sandice numa escola pública imagine nos outros espaços públicos. E a segurança de tantos estudantes como fica no caso de um acidente? Alguem precisa solucionar esse problema. É preciso mais atitudes de coragem para divulgar as mazelas dos maus governantes. Onde está a DIREC 25? Vai ficar sem atitude é?

  15. Albetrto disse:

    Contra fatos não há argumentos, a juventude tem todo o direito de se manifestar, de discordar ou concordar, só não pode viver afogada no terror do medo e da prepotência. Parabenizo a todos que estão aprendendo a exigir mais cuidado com a coisa pública, Dai pode nascer um grande homem ou uma grande mulher. Parabéns estudantes.

  16. Zaqueu Alves Reis disse:

    O meio de comunicação antes de publicar matéria que envolve partes, deve procurar ouvir tbm a outra parte envolvida. Penso que deve ser dado o direito de resposta a direção do colégio.

  17. Ary disse:

    O autor da reportagem deveria ter a hombridade de informar que o autor da colocaçao da coroa foi o mesmo, que deveria estar em sala de aula ensinando a matéria a seus alunos e nao criando confusão em local de ensino, que o mesmo nos ultimos anos sendo lotado no mesmo colegio passou maior parte em atestado médico, recebendo verbas do estado sem estar exercendo sua funçao,

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