Barreiras: Após briga, alunos dizem que foram trancados em banheiro por guardas municipais

Publicada em 11/12/2014 às 11:31

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Fonte Correio da Bahia | Imagens D’Artagnan Nascimento/TV Oeste

Mães de dois adolescentes denunciaram ao Ministério Público que os filhos, de 12 e 13 anos, foram trancados dentro de um banheiro e levados para complexo policial após uma briga na escola municipal em que estudam, no povoado de Baraúna, zona rural de Barreiras, no oeste da Bahia. Segundo os adolescentes, a diretora chamou a Guarda Municipal e chegou a pedir que os meninos fossem algemados. Eles foram retirados da escola e levados para a sede da Guarda sem que as mães fossem avisadas.

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De acordo com um dos garotos, a agressão psicológica começou quando a diretora pediu ajuda a um guarda para controlar a situação. “O guarda pegou e trancou a gente no banheiro. Aí a diretora falou bem assim, que sim, algema os dois. Aí, o guarda falou bem assim, que não podia algemar duas crianças. Aí ela falou: – Então, já que não pode, deixa eles dois lá. Até a guarda chegar”, disse um dos adolescentes.

Segundo os jovens, ambos foram acompanhados até Barreiras por quatro guardas municipais e as mães dos alunos não foram avisadas sobre o que estava acontecendo e só ficaram sabendo depois que os meninos já tinham sido levados.

“A coordenadora chegou lá com a vizinha minha, disse que tinha levado os meninos para o Conselho Tutelar. Já isso era o que, já eram umas três horas da tarde. Chegando no Conselho Tutelar falaram que não aceitaram eles lá, aí falou que não tinha aceitado e que a Guarda Municipal tinha levado eles para o complexo policial. A gente foi na Guarda Municipal e eles estavam lá”, relata a dona de casa, Valdirene Martins, mãe de um dos adolescentes.

Depois de buscar o filho, Valdirene foi até a escola buscar explicações da direção por não ter comunicado os responsáveis sobre a situação. “Eu estou revoltada pela atitude que ela tomou, porque ela afirma que agiu certo. Ela afirma que agiu certo e eu sei que ela agiu errado, porque uma diretora para ser diretora da escola, uma educadora, tratar umas crianças, porque para mim é uma criança, um de 12 e um de 13 é criança, tratar dessa maneira”, revolta-se a dona de casa.

Depois do ocorrido, as mães dos meninos buscaram auxílio da Justiça. Elas procuraram o Ministério Público para denunciar o que havia acontecido. “Eu quero que a promotoria faça alguma coisa pela gente porque a gente não pode deixar isso impune”, disse a dona de casa Darlene Barreto, mãe do outro jovem.

A direção da escola e o município não quiseram se pronunciar, mas já foram notificados. A secretaria de Educação recebeu um documento do MP exigindo justificativa e explicação sobre o caso. “Eu fiquei horrorizado né, por causa que, na escola, nunca teve isso. Eu sempre discuti e resolveu aqui, nunca houve isso”, conclui um dos garotos. Em nota, a prefeitura informou que já abriu um processo administrativo para apurar os fatos.

1 Comentário

  1. ELEITOR REVOLTADO disse:

    Sinceramente, acho que essa mãe deveria era agradecer por alguém tentar colocar os limites que aparentemente, ela não tem conseguido impor aos seus filhos, como o próprio menor relata “Eu fiquei horrorizado né, por causa que, na escola, nunca teve isso. Eu sempre discuti e resolveu aqui, nunca houve isso”, em resumo, aponta para ser um menor infrator contumaz. Essa diretora pode até ter se exaltado ao pedir algemas para controlar os “infratores”, mas foi corrigida pelo GM e reconheceu o excesso, mas colocar os mesmos em um local que não pudessem sair não é abuso ou terror algum. Existe um programa chamado “Tratamento de Choque A&E”, que ocorre nos EUA e é transmitido para todo o mundo, onde menores problemas, como aparenta ser o caso, são colocados frente a realidade daquilo que é a vida de um criminoso em uma penitenciária, ficando de um dia a uma semana, surtindo sensacional efeito e fazendo com que mudem suas vidas por completo. Essa diretora agiu de forma correta ao encaminhar para o conselho tutelar e depois encaminhado a DP, sendo também correto e adequado a atitude de após tomar as medidas cabíveis para sansão dos menores, comunicar os pais do ocorrido, seja por meio dela ou da coordenadora da escola como foi feito. Precisamos deixar de achar que somos vítimas de tudo e encarar a realidade.

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