Alunas de Barreiras da Escola SESI representam a Bahia em feira científica nos EUA

Publicada em 05/05/2022 às 11:16

Estudantes de Barreiras vão apresentar, em Atlanta, projeto com semente de moringa para tratar água de rio

Ascom Sesi – Foto Péricles Monteiro

As estudantes Ana Luiza Oshiro, Maria Eduarda Brandão e Sarah Fernandes de Oliveira, da Escola SESI Ignez Pitta de Almeida, de Barreiras, embarcam nesta sexta-feira, 06, rumo aos Estados Unidos, onde vão representar a Bahia na International Science Engineering Fair – Regeneron ISEF, considerada a maior feira de ciências e engenharia do mundo.

Acompanhadas pela professora Felina Bulhões, coorientadora do projeto, elas vão integrar a delegação brasileira que vai participar do evento, em Atlanta, entre os dias 07 e 13 deste mês. Lá, as jovens vão apresentar o projeto Pastilha Filtrante de Moringa Oleífera, pesquisa que desenvolvem no Programa de Iniciação Científica da Escola SESI. No total, 18 projetos de estudantes brasileiros serão apresentados na feira científica internacional.

Essa é a primeira vez que as três jovens viajam para fora do país. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Essa é a nossa primeira viagem internacional e será para algo grandioso, como a ISEF. Estamos muito felizes e ansiosas para representar o nosso país e dar o nosso melhor”, conta Sarah Fernandes de Oliveira.

Antes da viagem, elas tiveram pouco mais de um mês para aprimorar o projeto e preparar o material que será apresentado em Atlanta, além de resolver questões como passaporte e visto. “Esse último mês foi bastante árduo. Foi muita coisa em pouco tempo. Estivemos bastante ocupadas com entrega de formulários, tradução de artigo, gravação de vídeos em inglês, além da preparação da apresentação. Tivemos que correr para dar conta de tudo, mas valeu muito a pena”, enumera a aluna Ana Luiza Oshiro.

A ideia para a pesquisa surgiu a partir da preocupação das jovens diante da realidade de comunidades da região onde moram, no oeste da Bahia, que não têm acesso a água potável para consumo. Atentas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e pensando em mitigar o problema enfrentado por essas comunidades, elas desenvolveram a pastilha e avaliaram seu potencial para o tratamento da água do Rio Grande, que passa pelo município. “Buscamos uma solução que fosse acessível, pois aqui no nosso município existem muitas comunidades ribeirinhas que não têm acesso à água potável”, explica Maria Eduarda Brandão.

As jovens se destacaram com o projeto na 20ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em março, quando conquistaram o 1º Lugar em Ciências Biológicas na Febrace, o Prêmio Sociedade Brasileira Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq) e o Prêmio Destaque Unidades da Federação. O projeto Pastilha Filtrante de Moringa Oleífera teve orientação de Solange Dourado da Silva (ex-professora da Escola SESI) e coorientação da professora Felina Bulhões.

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