Crise é véspera de solução

Publicada em 01/04/2015 às 14:52

* Humberto Mendes

* Humberto Mendes

Fonte Sinapro

O jornal da manhã, já na primeira página fala em crise. O rádio, a TV, a Internet, o porteiro do prédio, o motorista do táxi, tudo e todos falam de crise com tanta veemência que nem parece que na noite anterior nasceu uma linda criança no hospital X, um poeta fez um grande poema, ao mesmo tempo em que um pesquisador está chegando perto de uma fórmula que vai resolver problemas de Alzeimer, Aids, câncer, fome, e tantos outros males que estão dizimando com a humanidade. […] A palavra Crise é como uma desagradável música tocando o tempo inteiro em nossos ouvidos e se não tomarmos muito cuidado, essa musiquinha maldita vai acabar se transformando numa trilha sonora de nossas vidas. […]Eu trabalhava na Editora Abril, nos anos 60 e um dia estávamos uns quatro contatos no café, falando e nos lamentando antecipadamente das consequências de uma crise brava que nem havia começado. Nisso chega Victor Civita o “seu Victor”, como todos o chamávamos e entra na conversa.

Ouviu um pouco, acho que percebeu o exagero das nossas preocupações e pediu um exemplar de Transporte Moderno para dar uma olhada. […] Falou num pouco sobre a importância daquela pequena publicação estar sempre analisando todos os setores de nossa economia, leu alguma coisa e nos disse o seguinte: “meninos, crise a gente enfrenta trabalhando muito, investindo em comunicação mercadológica, criando produtos de qualidade, pagando pra ver e confiando no país onde nascemos ou então naquele que nos acolhe, como é o caso do Brasil de vocês, que amo tanto e que agora é meu também. Esperem mais um pouco, vocês vão ver”. Fez questão de pagar o café e foi embora. Pouco tempo depois o Brasil ganhava Exame a mais importante publicação voltada para o mundo dos negócios. […] O outro exemplo, bem semelhante ao de “seu Victor” nos é dado pelo cientista Albert Einstein num texto onde o mestre critica os medos, a covardia de muitos e define alguns tipos de crises.
Interessante é que tanto no exemplo do “seu Victor” há mais de 40 anos e no do “seu Einstein” que morreu em 18 de abril de 1955, vemos que o homem sempre viveu enfrentando e vencendo crise em cima de crise. […] Como viram, meus amigos, temos aí dois exemplos de homens que viveram no meio de guerras e perseguições políticas e ideológicas e que nos mostram os caminhos para enfrentar essa e muitas outras crises que ainda virão, porque tanto para o seu Victor, quanto para o Sr. Einstein, crise sempre foi véspera de solução.

*Vice Presidente Executivo da Federação Nacional de Agências de Propaganda – Fenapro. O artigo completo está disponível na seção Opinião do site do Sinapro-Bahia. Acesse: www.sinaprobahia.com.br.

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