Workshop apresenta resultados de pesquisas na área do algodão

Publicada em 15/10/2015 às 11:35

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Fonte Ascom Abapa

O algodão e a soja, foram temas do ‘Workshop Divulgação dos Resultados de Pesquisas Safra 2014/15’, realizado pela Fundação Bahia e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, nos dias 01 e 02 de outubro, que apresentou aos produtores, consultores, gerentes de fazendas, instituições e associações ligadas ao agronegócio e empresas parceiras, os resultados de pesquisas realizadas pelas entidades.

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Na oportunidade, o presidente da Abapa, Celestino Zanella e o diretor executivo, Lidervan Morais, apresentaram as ações institucionais e projetos voltados aos interesses de toda a cadeia produtiva do algodão.  “A Abapa tem representado os interesses da cotonicultura no estado da Bahia, com bastante responsabilidade, atuando nas mais diversas frentes. A exemplo do Centro de Análise de Fibras, que passou recentemente por uma modernização, e hoje conta com uma capacidade para receber 25 mil amostras por dia. Convido a todos os associados, a participarem das reuniões da Abapa, conhecerem nossos projetos, pois muitas vezes, não temos a participação que esperamos dos produtores. Todos os cotonicultores podem participar, conhecerem as nossas instalações, e trabalharmos juntos em prol da cotonicultura na Bahia”, solicitou Zanella.

O presidente da Fundação Bahia, Ademar  Marçal, destacou o volume crescente de trabalhos de pesquisa, alavancados pela Fundação BA nesses últimos quatro anos, tendo no Workshop o fechamento dos resultados de pesquisa realizados no âmbito do Cerrado do Oeste Baiano que está sendo expandido para toda a região do Matopiba.

Na área de algodão, pesquisadores e consultores, apresentaram os resultados das seguintes pesquisas: Melhoramento de Algodão no Oeste da Bahia, com o pesquisador da Embrapa, Dr. Camilo Morello; Estimativas de Produtividade e de Perdas por Apodrecimento em Cultivares de Algodoeiro, com o pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Murilo Barros Pedrosa; Avaliação de Cultivares Recomendadas para o Cerrado da Bahia, com o pesquisador Dr. Eleusio Curvelo; Fertilidade do Solo na Cultura do Algodão, com o pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Fabiano Bender; Destruição de Soqueiras, do pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. Valdinei Sofiatti; além das palestras: Cenário da Cotonicultura no Oeste da Bahia, com o diretor da Abapa e consultor da Consultoria Circulo Verde, Celito Breda e o consultor da Ide Consultoria, Milton Ide.

Na área de soja, as pesquisas tiveram os seguintes temas: A Pesquisa em Melhoramento de Soja para a Região Oeste da Bahia; Cultivares de Soja recomendadas para o Oeste da Bahia, Arranjo de Plantas e Enxofre na cultura de soja, Cenário Fitossanitário da Soja no Oeste da Bahia, Sistema de Cultivo, Rotação de Culturas e Espécies de Cobertura do Solo, Resultados de Fertilidade do Solo na Cultura da Soja. Além dessas apresentações, aconteceu a mesa redonda com debate técnico, e apresentações das empresas envolvidas nas pesquisas.

Resultados de pesquisas na cultura do algodão – Safra 2014/15

Sobre o ‘Melhoramento de Algodão no Oeste da Bahia’, o pesquisador da Embrapa, Dr. Camilo Morello, enfatizou que o Programa de Melhoramento Genético do Algodoeiro, da parceria Embrapa Algodão/Fundação Bahia, envolve as fases de identificação dos genitores, geração das populações segregantes,  seleção de planta, avaliação de  progênies das plantas selecionadas, ensaio de linhagens preliminares, ensaios de linhagens avançadas e ensaio de linhagens finais, sendo realizadas nas linhagens elites introgressão de transgenia.  Várias linhagens encontram-se em processo de introgressão de transgenia para resistência a herbicidas e lagartas. O programa apresentou como perspectivas o lançamento de novas cultivares com resistentes a lagartas e herbicidas além da resistência a mancha de ramulária e qualidade de fibra diferenciada.

Para a pesquisa ‘Estimativas de Produtividade e de Perdas por Apodrecimento em Cultivares de Algodoeiro’, apresentada pelo pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Murilo Barros Pedrosa, foram cultivadas na área experimental do Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste (CPTO/Fundação Bahia), 26 cultivares de algodão. Tais cultivares foram divididas em dois ensaios, que apresentam ciclo médio-precoce e médio-tardio.  Nesses resultados, houve diferença estatística entre as cultivares pelo teste de Scoot e Knott (1 e 5% de probabilidade) para todas as características avaliadas, exceto para uniformidade de fibras. Com relação a produtividade foi possível separar as cultivares em dois grupos: aquele formado pelas cultivares que apresentaram produtividade acima da média geral de 341@/há e aquelas que apresentaram produtividade abaixo desta média. Quanto ao apodrecimento de maças, observa-se perda média estimada em 71,2@ de algodão em caroço/ha, também foi possível separar as cultivares em dois grupos. Nos grupos constituídos pelas cultivares mais precoces, obteve-se estimativa de apodrecimento acima de 70@/ha, no qual estão as cultivares TMB11WS, BRS 286, BRS 368RF, Delta Opal, DP 555 BGRR e IMA 5675 B2RF. O segundo grupo, com estimativas de perdas abaixo de 70@/há composto pelas cultivares BRS 335, IMA 08WS, BRS 369RF.

Sobre a ‘Avaliação de Cultivares Recomendadas para o Cerrado da Bahia’, o pesquisador da Cotton Consultoria, Dr. Eleusio Curvelo, apresentou os resultados das pesquisas das cultivares em todos os seus aspectos. “Algumas cultivares apresentaram restrições para produtividade, finura, problema no descaroçamento, resistência a doenças, porcentagem de fibras curtas, tipo obtido, por isso não foram recomendadas. Pelo equilíbrio de todas as características, incluindo características de fibras, produtividade e rentabilidade são recomendadas as cultivares FM944 GL, BRS 371 RF e BRS 368 RF para os 20% de refúgio e FM975 WS e TMG 82 WS para os outros 80% de áreas”, orientou o pesquisador.

Na pesquisa ‘Fertilidade do Solo na Cultura do Algodão’, o pesquisador, Dr. Fabiano Bender, ressaltou sobre a necessidade de estudar o manejo fisiológico e nutricional da cultura do algodão. “Todos sabem das condições ambientais predominantes na região, associados a atual conjuntura de custos elevados, isso sempre nos traz questionamentos, de como planejar o manejo do solo em termo de nutrientes, se existem novas substâncias que podem também contribuir na manifestação do potencial do cultivo do algodão? ”, disse o pesquisador, abordando sobre vários elementos, e principalmente os micronutrientes. “Em termo de pesquisa, os macronutrientes, estão mais avançados, mas quando se trata de micronutrientes, a situação muda um pouco. Embora considerado micro, os micronutrientes, apresenta a mesma importância que os demais elementos, inclusive outros que nós não lembramos no dia-a-dia do manejo, como os orgânicos: carbono hidrogênio e oxigênio. Às vezes pensamos único e exclusivamente em minerais, sendo que o que acontece no campo, em termo de ausência de respostas em determinado micronutriente pode estar associado à falta ou mau uso dos orgânicos, que está na atmosfera e na agua do solo”, enfatizou.

Sobre a pesquisa ‘Destruição de Soqueiras’, o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. Valdinei Sofiatti, afirmou, dentre vários outros fatores, que a destruição dos restos culturais proporciona a redução de mais de 70% da população de insetos em quiescência, os quais sobreviveriam no período de entressafra e, consequentemente, infestariam a cultura precocemente na safra seguinte.

Ao final, uma mesa redonda com os palestrantes e pesquisadores, foi montada para debate técnico. O Workshop contou com o apoio das seguintes entidades: Abapa, Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Fundeagro, Aiba, Agrosul-John Deere, Grupo Fitossaniário, Agrolem, AEAB, Adab, Uneb, Ufba, Faahf, Fasb, Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Senar, SPRB, Faeb, Banco do Nordeste e Governo do Estado da Bahia. Além das empresas participantes: Basf, Penergetic, Bayer, Morinaga, Ponto Sementes, Lagoa Clara, Sementes Gurupi e Ceolin.

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