Programa Fitossanitário trabalha com novas ações para combate do bicudo

Publicada em 27/11/2015 às 07:44

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Ascom Abapa

Conscientizar os cotonicultores para o monitoramento e manejo do bicudo-do-algodoeiro e outras pragas em cada uma de suas microrregiões, esse é o principal objetivo do Programa Fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), versão 2015/16 que, por conta do avanço das pragas, tiveram suas demandas debatidas e estudadas, ganhando novas ações. “Estamos em uma guerra, se não houver seriedade e determinação, certamente perderemos. As novas ações do Programa Fitossanitário, vem com a proposta de controlar efetivamente as pragas que atacam a nossa lavoura, e combater o bicudo-do-algodoeiro. Esperamos contar com o comprometimento de todos”, ressaltou o presidente da Abapa, Celestino Zanella.

Dentre as ações levantadas, a Campanha ‘Agora é Guerra’, lançada em outubro, durante o 10º Congresso Brasileiro do Algodão, pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), tem ganhado força na Bahia. “Os produtores baianos aceitaram o desafio. Estamos avançando e traçando nosso próprio caminho, em cima do que já fora proposto pela Abrapa. Temos muitas ações sendo desenvolvidas e precisamos diminuir a proliferação dessa praga nas nossas lavouras”, enfatiza o coordenador do Programa Fitossanitário do Oeste da Bahia e diretor da Abapa, Celito Breda.

Como parte do planejamento da Campanha, uma série de ações efetivas foram traçadas, no intuito de combater definitivamente o bicudo-do-algodoeiro na região oeste. Nesse mês de novembro, foram distribuídos cerca de 500 adesivos de divulgação, foram realizadas 04 reuniões nas microrregiões produtoras. “Vale salientar que cada microrregião conta com um, ou dois líderes, que tem que ser um produtor da linha. Esperamos assim, que todos se comprometam”, explica Breda.

Nessas reuniões, está sendo elaborado um Manual de Boas Práticas, que servirá de parâmetro para ações coletivas e preventivas para o controle populacional do bicudo. Para o diretor da Abapa, Celito Missio, essas ações trarão melhorias ao Programa. “O Programa, por si só, infelizmente não está mais convencendo o produtor sobre as suas atribuições. Os produtores precisam se conscientizar que estamos caminhando para uma situação de insustentabilidade que tem que ser revertida com urgência. A boa notícia é que não existem grandes mistérios para que possamos reverter este cenário. No momento que acabarmos com os criatórios da praga no interior das lavouras de soja e milho, a situação facilmente estará sob controle, pois bicudo que não nasce não dá trabalho, nem prejuízo”, disse.

Todas essas ações, inclusive a Campanha, foram debatidas e discutidas, em uma reunião que aconteceu no dia 15 de outubro, com a presença de produtores, consultores, representantes das entidades, técnicos e gerentes de fazendas, e dos pesquisadores, Dr. José Ednilson Miranda (Embrapa) e Paulo Degrande (UFGD). Dentre as novas medidas para melhor desempenho do Programa, estão também:  Seguir o Protocolo criado durante o Workshop do Bicudo, criação de um canal para denúncia (disk denúncia), assinatura de termo de compromisso para todos os produtores, eliminação das tigueras no perímetro urbano, vistoria nas lavouras dos vizinhos, dentre outras.

“É inegável que todos sabem o que tem que fazer, são 15 anos insistindo e alertando os produtores sobre os procedimentos. Porém, muitos não se convenceram sobre a consequência de suas ações ou omissões. Nenhuma prática vai ser eficiente, se nós continuarmos permitindo plantas de algodão, fora da lavoura de algodão”, enfatizou Celito Missio se referindo à importância da destruição de soqueiras e tigueras.  O programa conta com a parceria da Adab, Fundeagro, Embrapa e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

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