Produtores do Oeste da Bahia se reúnem com vice-governador para debater efeitos da seca

Publicada em 28/04/2016 às 17:02

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Ascom Aiba

Os prejuízos causados pela estiagem que afetou as lavouras do Oeste da Bahia, orçados em R$ 1 bilhão, não preocupam só os agricultores. O governo do Estado já manifestou sua preocupação com os reflexos que a quebra da safra 2015/16 terá na economia regional. Pensando nisso, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, convidou o vice-governador da Bahia e secretário de Planejamento, João Leão, para uma reunião para debater o tema.

O encontro, que ocorreu nesta quarta-feira, 27, no Hotel Morubixaba, em Barreiras, reuniu representantes do agronegócio, além de autoridades regionais para discutir também a liberação de crédito para manutenção da atividade.

“A Aiba tem convidado todos os envolvidos na cadeia do agronegócio para o diálogo, realizando rodadas de negócios com as instituições financeiras, tradings e empresas fornecedoras de insumos. Agora, convidamos também o governo do Estado. O objetivo é apresentar o panorama da região, a fim de que os bancos e as empresas avaliem caso a caso, já que a situação não é linear, na tentativa de renegociar dívidas e estender o prazo para quem precisar, conforme estabelece o manual do crédito rural, independentemente de um decreto de situação de emergência. Contudo, como a safra de 2016 já está comprometida, nós já estamos pensando na próxima, por isso é importante essas reuniões para que as instituições liberem crédito para a região”, informou Busato.

Segundo ele, os números apresentados pela Aiba, referentes à quebra da safra, são respaldados pelos laudos emitidos por cada produtor e assinados pelos agrônomos responsáveis por suas respectivas áreas. Estas informações foram transmitidas aos bancos e prefeituras para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

“Quero agradecer ao vice-governador, pelo seu empenho, esforço e trabalho, dedicados a região Oeste. Principalmente na busca de investidores e infraestruturas para a região. Foi um ano climático muito ruim, precedidos de quatro anos irregulares, fato esse, que diminui muito nossa capacidade de investimentos, mas como mostram os números apresentados das safras passadas de mais 20 anos, a região está sempre a frente da média brasileira em produtividade em todas as grandes culturas, e os produtores que aqui plantam acreditam nessa terra, acreditam na tecnologia que vem sendo utilizada, acreditam em seu trabalho que com certeza vamos superar estas dificuldades”, pontuou Busato.

O vice-governador e secretário de Planejamento da Bahia, João Leão, endossou os argumentos do presidente da Aiba e falou que ele tem tentado trazer agroindústrias para a região.

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“O Oeste da Bahia é uma área diferenciada, com alto potencial produtivo. É daqui que sai o melhor algodão e os principais produtos para o mundo todo. Por isso, quando eu soube do atual cenário, logo pensei: precisamos fazer alguma coisa para que esses prejuízos não tirem os agricultores de suas atividades, já que o agronegócio emprega muita gente e aquece a economia. Vim a Barreiras exclusivamente para esta reunião, com a ideia de propor um termo de ajuste entre as entidades, o governo e as instituições financeiras”, disse Leão, ressaltando aguarda os produtores, em seu gabinete na Secretaria do Planejamento, em Salvador, na próxima segunda-feira (2), para debater mais amplamente o assunto.

O evento contou, ainda, com a presença do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen; do presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celestino Zanella; da presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de LEM (SPRLEM), Caminha Missio; do diretor da Sudena, Ricardo Barros; dos prefeitos de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, Antônio Henrique Moreira e Humberto Santa Cruz, respectivamente; além de diretores dos conselhos técnicos e consultivos da Aiba e de produtores de toda região.

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