Preservação com desenvolvimento foi pauta de reunião entre presidente da Abapa, Júlio Busato e Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

Publicada em 26/06/2019 às 13:07

Ascom Abapa

O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cezar Busato, participou nesta terça-feira, 25, de uma reunião do colegiado da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), em Brasília (DF), que excepcionalmente contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, além de parlamentares que compõem a FPA. O deputado federal Carlos Tito (Avante/BA) também marcou presença nas discussões, norteadas por uma pauta que abrangeu temas como preservação ambiental com desenvolvimento, licenciamento ambiental, lei dos defensivos agrícolas, insegurança jurídica e o desmatamento zero.

Para o ministro, que recebeu as sugestões e afirmou que o Ministério tem procurado acolher todas as demandas levadas por parlamentares das mais diversas regiões, os assuntos se constituem de extrema relevância e prioritários para o atual governo. “Com essa linha de ação, percebemos que os problemas se repetem em outras jurisdições e decorrem de um problema geral, que é a desconexão entre o mundo ideal de diversas normas que foram produzidas, legais e infralegais, e a realidade posta em cada um dos estados, em cada um dos biomas, em cada um dos setores produtivos”, afirmou.

O licenciamento ambiental também foi abordado pelo ministro do Meio Ambiente. Ele afirmou que a pasta dará todo o apoio para que o legislativo produza um novo marco legal. “Uma norma equilibrada que permita o destravamento de temas de produção agropecuária e de infraestrutura, mas também leve em consideração nosso grande ativo ambiental e a sustentabilidade”. Sobre o Cadastro Ambiental Rural, uma das pautas prioritárias, o ministro afirmou que o CAR deve ser permanente, com a possível atualização e manejo por parte dos produtores. “O Programa de Regularização Ambiental (PRA) é instrumento fundamental para o atingimento das questões ambientais, para o reconhecimento das áreas consolidadas e para a solução dos passivos ambientais”.

Busato parabenizou o ministro pelo trabalho realizado e destacou a coragem de enfrentar com fatos, dados e números falsas ideologias divulgadas por pessoas ou grupos de pessoas que por interesses econômicos ou, por interesses pessoais, acabam acarretando prejuízos tanto para o Brasil, quanto para os agricultores.

“Nós agricultores do Oeste baiano gastamos 11 bilhões de reais de nossos próprios bolsos para preservar 35% de nossas áreas (a legislação ambiental prevê que um percentual de 20% de áreas sejam preservadas) e estarmos ambientalmente legalizamos, mesmo assim somos criticados por grupos de pessoas que até o presente momento somente têm discursos, porém nenhuma ação prática em prol do meio ambiente como foi feito pelos agricultores”, falou.

A importância de se debater questões relacionadas ao agronegócio e ambientais, com a finalidade de buscar soluções para problemas vivenciados pelos produtores rurais da Bahia, e, com respeito ao meio ambiente, foi elogiada pelo deputado Carlos Tito. “Temos que fortalecer o agronegócio cada vez mais, e criar um ambiente para que os produtores possam aumentar sua produção, fazendo com que o segmento se destaque ainda mais no cenário nacional e internacional, gerando cada vez mais empregos, renda e oportunidades para a população”, afirmou o parlamentar.

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