Dia de Campo do Algodão é realizado na Bahia

Publicada em 09/07/2015 às 07:35

abapa

Ascom Abapa

Promovido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia e Embrapa, o Dia de Campo do Algodão 2015, foi realizado no Campo Experimental da Fundação Bahia, na manhã do dia 04, em Luís Eduardo Magalhães, e contou com mais de 400 participantes.

“Esse é um evento muito importante para toda a cadeia do algodão, no estado da Bahia. É um momento para apresentarmos alguns trabalhos feitos durante o ano e refletimos sobre as novas ações para próximo. Nesse contexto, a Abapa tem objetivos muito importantes, como a redução dos custos de produção e incentivo ao uso do algodão. Uma pesquisa recente revelou que o maior usuário do tecido de algodão são homens acima de 30 anos. Por ser uma fibra natural, o tecido amassa com facilidade, fazendo com que muitas mulheres optem por outros tipos de tecido. Precisamos mostrar a qualidade dessa fibra e aumentar o consumo. No tocante a reduzir os custos de produção, precisamos envolver nossos funcionários, entidades, consultores e fornecedores para esse propósito, caso contrário a cultura vai ficar inviável para os próximos anos”, disse o presidente da Abapa, Celestino Zanella, durante o evento.

Com quatro estações montadas, o Dia de Campo abordou temas pertinentes ao momento da cotonicultura. Na primeira estação, foi abordado o tema: ‘Genética: Investimentos e Refúgio Estruturado’, com o pesquisador, Dr. Eleusio Curvelo, o coordenador de regulamentação na Monsanto, Patrick Dourado, e o presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal. Na segunda estação, o pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Fabiano Bender e o engenheiro agrônomo da Fazenda São Francisco, Severo Amorelli, apresentaram a palestra, ‘Agricultura de Precisão e Manejo Nutricional’. Na terceira estação, o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. Júlio Bogiani, e o engenheiro agrônomo, Valmor dos Santos, trataram sobre o tema: ‘Sistema de Manejo com Palhada e Rotação de Culturas’. Por fim, a quarta estação tratou do tema “Manejo Fitossanitário: Boas Práticas e Inovações”, apresentado pelo supervisor do Programa Fitossanitário da Abapa, Celito Missio, o engenheiro agrônomo, Milton Ide e o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. Valdinei Sofiatti.

Ademar Marçal, chamou atenção para a o futuro do algodão. “O algodão é uma cultura fantástica, uma cultura que o mundo precisa, com fortes tendências de evolução no país, nos próximos anos. A produção no Brasil vai aumentar para cerca de 2 milhões de hectares, nós produtores precisamos nos preparar para plantar. Juntos vamos tornar isso uma realidade, nos atentando, nesse momento, para um dos problemas mais sérios que temos que enfrentar, que é o bicudo-do-algodoeiro. Temos um custo de aproximadamente R$1200 por hectares, talvez o maior custo dentro da lavoura, e precisamos enfrentar esse problema”, disse Marçal.

O evento contou com  a participação do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, João Carlos Jacobsen, que ressaltou as inovações e as novas tecnologias apresentadas no evento.  “Podemos ver no local as melhores variedades, as melhores tecnologias que estão sendo usadas, como as novas variedades, as novas tecnologias, a tecnologia de plantio direto, uso de braquiárias e crotalárias, para servir de matéria orgânica no controle de nematoides. A partir de um evento como esse, o produtor pode analisar e perceber se é viável e se pode ser aplicado na sua propriedade, esse é o grande diferencial de um Dia de Campo”, disse Jacobsen.

O Dia de Campo do Algodão acontece todos os anos, e faz parte do calendário de programação da Abapa, e conta com a presença de produtores, gerentes de fazendas, técnicos, consultores, instituições de pesquisa, entidades do agronegócio, autoridades e multinacionais. O evento tem o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Fundeagro.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

JORNAL NOVA FRONTEIRA
Rua 19 de maio, 103 - Centro - BARREIRAS - BAHIA
Fone: (0xx77) 3611-8811 Email: comercial@jornalnovafronteira.com.br