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Autor de crime passional se apresenta na delegacia de Santa Rita de Cássia

Publicada em: 1-/-1/2010


Da redação Nova Fronteira


Os cerca de 30 mil habitantes da cidade de Santa Rita de Cássia ainda continuam assustados com o bárbaro crime que chocou toda a região Oeste da Bahia. No último dia 01 de novembro, por volta das 23h30, a jovem Mayara de Souza, 22 anos, foi brutalmente assassinada por Igor Azevedo Bonfim, com quem era casada há dois anos.


Natural de Santa Rita de Cássia, Mayara foi morta dentro de casa, com cinco tiros no pescoço e no braço enquanto tomava banho. No dia posterior ao crime, Alyrio Araújo de Oliveira, delegado titular da delegacia da região expediu um mandado de prisão ao Juiz local para tentar capturar Igor, que fugiu logo após ter executado a esposa.

 

Em matéria divulgada no jornal Correio da Bahia, o delegado informou que trabalhava com a hipótese de crime passional. De acordo com a reportagem, moradores que não quiseram se identificar comentaram que Igor desconfiava que Mayara tinha um caso com um policial militar casado que mora em uma cidade vizinha e que trabalha como segurança na mesma loja em que a jovem era vendedora.


Contrário a versão de adultério, Júlio Batista Lisboa, 58 anos, tio de Mayara, disse por telefone que tudo não passava de boatos e que Igor, devido a forma como vinha agindo, demonstrou ser um homem frio e calculista e que teria premeditado o assassinato de Mayara, já que havia preparado todo seu plano de fuga após o crime.


“Segundo informações das pessoas e das colegas de trabalho, nada disso existia. Era fruto de uma mente doentia. Esse policial não era nem funcionário da loja, ele apenas prestava serviço extra”, desabafou o tio.


Igor se apresenta ao delegado – No último dia 14, Igor Azevedo Bonfim, assassino confesso de Mayara de Souza se apresentou na delegacia de polícia de Santa Rita de Cássia. Em depoimento prestado ao delegado Alyrio Araújo de Oliveira, Igor teria dito que estava amando demais a sua esposa e que agiu por ciúmes. O delegado disse que Igor alegou defesa da honra para justificar sua ação.


O delegado falou ainda que continua com o processo investigatório. “Estou ouvindo testemunhas, conhecidos, amigos e parentes de Mayara e de Igor para tentar desvendar o mais rápido possível esse crime que abalou a região”.


Igor ficará preso na delegacia de Santa Rita de Cássia a espera do julgamento final.

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