Troféus a serem criados com urgência

Publicada em 30/08/2017 às 07:48

 

SérgioFonseca – e-mail: serioja.fonseca@hotmail.com

Carcará, caracara planus, ave de rapina da família dos falconídeos. O carcará é predador de outras aves, roedores, invertebrados e até mesmo carniça. Onívoro e bastante oportunista, aproveita todas as fontes de proteína disponíveis, ou seja,”come de tudo”. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão ou filhotes, deixados sem a presença dos pais. É extremamente voraz e cheio de manobras para obter proveitos que redundem na sua tão variada alimentação.

O que esta ave está fazendo nesta crônica? Simplesmente servindo de exemplo, para enfatizar a semelhança com a fauna brasiliense, notadamente alguns animais que fazem parte do Executivo, do Judiciário assim como muitos próceres empresariais que delinquiram.

Baseado no comportamento desses três tipos da fauna citada, este cronista sugere a criação do “Troféu Rapinagem” para premiar aqueles indivíduos que mais se destacarem em priorizar seus interesses particulares ou interesses corporativos do grupo a que pertencem, desprezando quase completamente os interesses e anseios da parte da população que os elegeu e paga seus salários, regalias e benesses.

Para premiar esse nada abnegado comportamento, proponho que sejam criados os troféus “Carcará de Ouro”, “Carcará de Prata” e “Carcará de Bronze”. Serão considerads elegíveis os lavajatistas já arrolados e autoridades que desmereceram os cargos que exercem. Minha sugestão é que a lista dos elegíveis sejam compiladas e julgadas por entidades isentas, como OAB ou a associação dos funcionários do Ministério Público Federal.

E para os congressistas, nada? Tudo! Minha sugestão é a criação do “Troféu Al Capone de Safadeza Parlamentar. Os troféus serão a “Tornezeleira de Ouro”, a “Tornozeleira de Prata” e a “Tornozeleira de Bronze”. Os juízes seriam os mesmos do Prêmio Rapinagem. Entre os parlamentares há tanto lavajatistas que o processo de seleção seria mais demorado. A propósito, os congressistas que vem criando legislação para obstaculizar a Lavajato, já seriam membros natos para o “Troféu Al Capone”.

Tanto os premiados com o “Troféu Rapinagem”, como aqueles do “Troféu Al Capone” serão presenteados com livro sobre Ética, há vários e muito bons nas livrarias. São de diversos autores e legíveis até mesmo por semi-analfabetos políticos.

Esta terra de Pindorama atravessa, com certeza, a sua maior crise política, moral e econômica. Os períodos de crise são propícios a todos os tipos de mudança, tanto para o bem como para o mal. Nossas autoridades assim como os políticos, ao invés de se achegarem mais ao povo, consultando os desejos e esperanças daqueles que os elegeram na última eleição,tem como bússola, unicamente a sua própria reeleição, custe o que custar. Esse é o motivo do nascimento de tantas sugestões esdrúxulas como distritão, distrito misto, parlamentarismo. Só está faltando a proposta de se restaurar a monarquia.

Os eleitores, entretanto, estão totalmente descrentes dos dinossauros do Planalto Central. Já descobriram que os políticos, na realidade não os representam. Querem caras novas e mudanças radicais. O escritor português Eça de Queiroz (1845-1900) já dizia que “De tempos em tem é necessário mudar as fraldas e os políticos. Os motivos são os mesmos”.

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