O futuro da Pátria depende da forma como se educa a juventude

Publicada em 21/11/2017 às 08:14

 

Por Humberto Pinho da Silva

Há uma máxima, que todo o agricultor conhece: “Colhe-se o que se semeia”. Se, semeamos boa semente, e se cuidarmos da planta com carinho: livrando-a de parasitas, adubando e estrumando bem a terra, colher-se-á bons frutos: em tamanho e qualidade.

Ora o que se passa com as plantas, acontece com as nossas crianças.

Se quisermos sociedade: justa, honesta e sadia, teremos de cuidar da juventude. Os pais, como primeiros educadores, devem inculcar, desde a mais tenra idade, hábitos bons: ensinando-os a respeitar os mais velhos; a utilizarem as palavras e frases, que lubrificam as relações humanas, tais como: “Muito obrigado”. “Não tem de quê”. “Por favor”.…

Educar não é só teoria, nem palavras, mas exemplos. A criança é ótima observadora, e repete sempre: gestos, atitudes, vocabulário e comportamentos que presenciam em casa.

Mais tarde, cumpre à Escola, complementar a missão dos pais.

Não incutindo (como se faz em alguns estabelecimentos de ensino,) nas mentes em formação: aberrações e imoralidades, embuçadas na manta de democracia, e muito menos, semear a depravação, sob a forma de Arte; mas, ensinando as regras: morais e cívicas, há muito enraizadas na alma da nação.

Se deixarmos a juventude ser educada pela TV, sem regras, sem princípios morais e sem respeito pelos mestres, não estamos a criar, apenas, delinquentes, mas a pôr em perigo o futuro da Pátria: a formar políticos e eleitores corruptos, professores imorais e juízes iníquos.

A semente pode ser boa (leia-se o jovem), mas se a terra não for apropriada, e não cuidarmos da criança, ela não dará bons frutos.

Certo pastor baptista, contou-me num congresso em Madrid, alegoria sobre a fé e o trabalho dos crentes, que se pode adaptar à educação:

Se pretendemos bons bolbos de tulipas, teremos de os importar da Holanda.

Lançamo-los à terra, crescem, e darão flores perfeitas. Mas se os guardarmos para florirem no ano seguinte, já não produzem a mesma qualidade, e no decorrer do tempo, degeneram-se, e teremos que ir à “fonte” adquirir outros.

E por que degeneram?

Porque não soubemos cuidar como devia.

Acontece o mesmo com os jovens. Se não os educarmos para serem homens honestos, rígidos no comportamento e na moral, “degeneram”, e teremos geração de: corruptos, impostores, viciosos e criminosos.

O futuro das instituições, está nas nossas mãos.

Se desejamos coletividade, depravada, entregue ao vício e ao desrespeito, diremos aos nossos filhos: “Tudo vos é permitido”. Se queremos sociedade, onde impere a Caridade e o Amor, ensinemos: “Nem tudo é permitido, mas apenas o que vos torne espiritualmente melhor”. A escolha é nossa. A velha Roma escolheu o caminho da liberdade e do prazer, e sucumbiu.

O que nos acontecerá, se não mudarmos de caminho?

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