FOI MENTIRINHA… MAS…

Publicada em 21/09/2017 às 09:25

 

Por Humberto Pinho da Silva – Porto/Portugal

O público acredita em tudo que se lhe diz, dês que a mentira seja apresentada de forma credível, e embrulhada em meias-verdades.

Certa ocasião, quando Henrique Galvão e o irmão, eram responsáveis pelos programas da Emissora Nacional, em pleno Estado Novo, apareceu, nessa rádio, intérprete inglês, que alcançou sucesso invulgar.

Como era britânico, e interessava-se pela nossa música, foi amiudadamente comentado no meio musical, e não faltaram ouvintes, que encantados com as excelentes interpretações, solicitassem, nas casas da especialidade, músicas de sua autoria.

Paralelamente, com o famoso músico, surgiam artistas de outras nacionalidades, com proeminência de brasileiros e americanos.

Ora o Maestro João Nobre, anos mais tarde, em épocas democráticas, revelou, em entrevista concedida à RTP, que era tudo “ mentirinha”, para deslumbrar os ouvintes, e poupar dinheiro, já que se estavam – como sempre, – em épocas de vacas magras.

O célebre músico inglês, era, nem mais nem menos, que o nosso João Nobre! …
Nesse tempo, não havia: cd’s, fitas nem discos em vinilite. A música era transmitida, quase sempre, ao vivo, com público ou não.
Quantas vezes, a mass-media, não nos impinge, mentiras, como verdades?

Foi uma mentirinha inocente, mas outras, mais graves, fazem-nos cair em sérios erros, se acreditarmos em tudo que nos dizem.

Por vezes detestamos: personalidades; aceitamos comportamentos; alteramos opiniões, porque somos informados com mentiras e meias-verdades.

É que há redes internacionais, na mão de minorias, que espalham mentiras, como verdades, e verdades como mentiras…

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