Elevado casos de hanseníase em Barreiras preocupa classe médica

Publicada em 26/07/2018 às 07:56

Por Leila Ribeiro | Foto divulgação

Apesar dos dados apresentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que apontam redução no número de casos de hanseníase no país, no período entre 2015 e 2017, em Barreiras a positividade da doença tem deixado em alerta a classe médica.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde – Vigilância Epidemiológica de Barreiras foram notificados no ano passado 120 novos casos de hanseníase (Paucibacilar e Multibacilar) em pessoas residentes no município.

Em 2018, até a presente data, a Vigilância Epidemiológica de Barreiras já registrou 48 casos de notificações entre Paucibacilar e Multibacilar.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil está em segundo lugar no ranking da hanseníase, atrás apenas da Índia. Mais de 32 mil pessoas são diagnosticadas com a doença, por ano, no Brasil.

De acordo com a dermatologista Vanessa Gurgel, é preocupante a procura de pacientes em sua clínica Perfectha. Ela nos conta que atende em média três pacientes portadores da doença por mês. Mas ela tranquiliza a população: “a hanseníase tem cura, porém depende da persistência do paciente ao realizar o tratamento corretamente. O procedimento é feito através da Poliquimioterapia (PQT), que se trata do uso de antibióticos de via oral que interrompem a evolução da doença até a eliminação completa da bactéria”, informou a dermatologista, comentando que a PQT previne as incapacidades e deformidades causadas pela hanseníase e rompe a cadeia epidemiológica do bacilo. Assim, após iniciar o uso dos medicamentos, a doença deixa de ser transmissível em cerca de quatro dias.

A doença, também conhecida como lepra, tem como sintomas manchas claras ou vermelhas na pele que causam a perda de sensibilidade na região. Esses sinais geralmente acometem os braços e as pernas, mas também podem ser vistos em outras partes do corpo. Uma vez que a hanseníase ultrapassa a barreira cutânea e atinge também os nervos. O nervo acometido perde também força e mobilidade dos membros.

 

Drª Vanessa ressalta que o tratamento também é gratuito, fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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