Barreiras tem LEM e LEM tem Barreiras

Publicada em 13/09/2014 às 08:30

Vinícius Lena

O assunto de minha crônica publicada na última edição, e também no portal www.jornalnovafronteira.com.br, oportunidade em que eu comentava as diferenças que permeiam as duas cidades mais importantes do território do pretenso e futuro Estado do Rio São Francisco, causou um frisson entre os leitores. Tanto de cá como de lá. Veja o leitor, se isso ocorreu porque em dita matéria apenas abordei os aspectos dos crescimentos populacionais das referidas urbes, imagine o leitor se tivéssemos abordado o tema versando sobre qual  das  duas terá mais força para ser a capital do futuro estado? Briga das boas. Mas este é assunto para futuras abordagens.

É inegável que Luís Eduardo Magalhães e Barreiras são tão umbelicalmente ligadas que já se cogita da duplicação dos 90 km da rodovia que as separa. Ou as une? Pois já há necessidade para isso. Eis que em dias úteis o intercâmbio é tão intenso, que a linha de coletivos que serve com frequência de 30 minutos, e mais as Vans com a mesma intensidade, num vai-e-vem constante de pessoas e valores que estas podem ser consideradas linhas urbanas. E some-se a isso a frota de carros particulares grandes empresários que  têm suas fazendas nos Gerais e moram em Barreiras, e pessoas moram em Barreiras e trabalham em Luís Eduardo Magalhães teremos uma ideia de quanto o crescimento de uma é alento e incentivo para que a outra acompanhe.

Isto posto, a meu ver não tem essa de uma querer engolir a outra, como se manifestaram alguns um leitores moradores de Luís Eduardo, comentando a referida crônica. As duas continuarão a crescer e se desenvolver harmonicamente. Porque, se em LEM o agronegócio é a força propulsora, em Barreiras são várias a alavancas que levam a isso. Inclusive o próprio agronegócio, uma vez que tem uma esmagadora de soja – a pioneira na região – e mais um mega projeto industrial do Chongging Grain Group Co. Ltd., da China que pretende construir a maior esmagadora de soja da América Latina.

Depois vem a força do comércio onde as duas praças oferecem a mesma diversidade de produtos de consumo. Alimentos, eletro doméstico, concessionárias de automóveis – ficando a totalidade das concessionárias de maquinário agrícola com a primeira, e as  franquias das grandes grifes e bem como as redes nacionais  de lojas de departamentos e shopping center com a segunda – conclui-se que em matéria de variedades Barreiras tem maior oferta.

Tudo bem. Mas e consumidores onde estão? Aí vem a grande diferença pró-Barreiras. Enquanto Luís Eduardo enquadra e absorve um universo de 150 mil habitantes – grandes consumidores – na região sob sua influência direta: os Gerais, Barreiras centraliza um universo de 800 mil consumidores, pois sua posição geográfica engloba a região mais populosa do Oeste, composta por 36 municípios e mais alguns já na vizinhança do Sul do Piauí, da Chapada Diamantina que fazem intercâmbio comercial, serviços médicos e da educação em Barreiras. Estes dados são obtidos pelas pesquisas mercadológicas que fazem as grandes redes de empresas quando pretendem investir em determinados mercados. E são eles, os pesquisadores e mais a tradição, que apontam que Barreiras continua a ser o pólo regional.

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